Polícia Civil investiga fraudes no Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul

Agentes da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Analysis com o objetivo de apurar fraudes no Ipergs (Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul).

De acordo com informações da Polícia Civil, são investigados os crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e associação criminosa. Os agentes cumpriram cinco mandados judiciais de busca e apreensão em Porto Alegre, São Jerônimo, Charqueadas, Minas do Leão e Butiá. A operação contou com a participação de 28 policiais civis e nove viaturas.

Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, trata-se de um ação para localizar e apreender documentos, agendas, cartões de beneficiários ou pensionistas do Ipergs, computadores, notebooks entre outros elementos de informação quanto à autoria e materialidade dos delitos.

As provas até aqui reunidas revelam que a proprietária e duas funcionárias de um laboratório investigado teriam lançado dados de exames clínicos de beneficiários do instituto em duplicidade, realizando registros de exames que não eram efetivamente feitos. Também há suspeita de utilização de nomes de segurados já falecidos na fraude.

De acordo com a Polícia Civil, o valor total do prejuízo causado ao governo do Estado com o esquema criminoso ainda não foi calculado, mas estima-se que gire em torno de meio milhão de reais.

Outra operação

No ano passado, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público realizou a Operação Examinação, que investigou uma fraude milionária contra o Ipergs. Foram cumpridos mandados judiciais em Soledade, Ibirapuitã e Palmeira das Missões.

O instituto  informou ao Ministério Público que mais de 17 mil exames  haviam sido fraudados por um laboratório. Até a descoberta da fraude, para a requisição de exames não era necessário que o paciente apresentasse o cartão magnético do Ipergs. Assim, os atendentes solicitavam a senha do usuário, que ficava de posse do laboratório. Depois, eram pedidos exames dos pacientes sem requisição médica, todos pagos pelo instituto.

Estima-se que, entre 2012 e 2017, tenham sido pagos indevidamente, apenas a esse laboratório, cerca de R$ 3 milhões. Depois da descoberta da fraude, o procedimento foi alterado e não é mais possível solicitar exames sem a inserção do cartão magnético. A fraude foi descoberta a partir de uma denúncia anônima.



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