Polícia Federal desarticula grupo que fez ataques cibernéticos a instituições no RS

A Polícia Federal desarticulou na manhã desta última sexta-feira (26) uma organização criminosa especializada na invasão de sistemas para expor dados privados de servidores e autoridades públicas. O grupo hacker teria sido responsável inclusive pelo vazamentos de dados do presidente Jair Bolsonaro e da sua família. Aqui no Rio Grande do Sul, forma mais 90 ataques contra instituições e mais 200 mil vítimas em todo o país.

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio Grande do Sul e um em Fortaleza, no Ceará. Em Porto Alegre um adolescente de 17 anos foi o alvo da operação. Outro gaúcho que teve pertences apreendidos foi um jovem de 19 anos da cidade de Nova Bassano, na serra.

Computadores, celulares, mídias e documentos foram os itens buscados pelos agentes federais. A investigação apura crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato, organização criminosa e ainda compras fraudulentas pela internet. De acordo com a superintendência da Polícia Federal, as motivações dos jovens criminoso são políticas e pessoais.

“Nós temos várias motivações, dentre elas a política, aquela que o hacker tem medo de invadir, eles vendem essas informações também. A gente vê os menores, a cara dos pais de surpresa, aquela história de não ter nenhum controle sobre a atividade do filho menor de idade e o que ele está fazendo em um quarto ligado a um computador”, explicou o Superintendente Regional da Polícia Federal no RS, José Antonio Dornelles de Oliveira.

Somente no estado gaúcho, 90 instituições públicas foram invadidas pelo grupo cibernético. A organização também teria se infiltrado nos sistemas de Universidades Federais, Prefeituras, Câmaras de Vereadores e Hospitais do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro.

Os hackers violaram os dados de mais de 200 mil servidores públicos de todo Brasil. A organização criminosa possuía informações pessoais de funcionários dos mais variados cargos, chegando até mesmo ao presidente Jair Bolsonaro. A investigação informou que os suspeitos tiveram acesso aos exames de Bolsonaro e teriam obtido dados bancários da família do presidente.

“É inegável que dentre esses aí, nós estamos investigando sim as questões envolvendo o vazamento de dados do Presidente da República. Agora, o senhores imaginem um militar que mora no Rio de Janeiro tem um soldado vazado onde ele mora, qual a favela que está residindo o soldado ou oficial. Então isso colocou em risco e coloca em risco a segurança de todos os servidores”, disse Oliveira.

A investigação tem apenas 30 dias e agora vai analisar o material apreendido. A continuidade dos trabalhos passa pela análise de outros membros da organização criminosa.

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