Polícia investiga suspeitos de furarem fila da vacinação no Rio Grande do Sul

Relatos de pessoas que furaram a fila de vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do Sul motivaram a abertura de uma investigação pela Polícia Civil. O crime que está sendo considerado, inicialmente, é o de prevaricação.

A polícia já trabalha investigando situações suspeitas nas cidades de Porto Alegre, Alvorada, Gramado e Bagé. Essa verificação preliminar pode resultar em diversos inquéritos policiais. O crime que está sendo investigado é o de prevaricação, mas a investigação pode apontar outros crimes associados.

A equipe da TV Pampa conversou com o delegado Marco Antônio Duarte de Souza, da Coordenadoria de Recursos Especiais e que também dirige o Grupamento de Operações Especiais da Polícia Civil e ele explicou em quais crimes, além desse, podem ser enquadrados aqueles que furarem a fila da vacina.

“O crime que a gente está investigando, inicialmente se investiga o crime de prevaricação que é quando um funcionário público pratica um ato para satisfazer interesse pessoal. Mas a investigação pode descobrir outros crimes que vem a reboque dessa investigação inicial. Por exemplo, um crime de corrupção, um crime de condescendência criminosa que é aquele crime do superior hierárquico que verificando uma irregularidade neste sentido, ele não pratica o ato para coibir essa prática ilegal ou seja ele joga para baixo do tapete. Ele também pode ser responsabilizado, daqui a pouco também um desvio de algum material de vacinação”, esclareceu o delegado Marco Antônio Duarte de Souza.

A pena para o crime de prevaricação é detenção que varia de 3 meses a 1 ano. Relatórios iniciais vão ser enviados às delegacias de cada município que vão ficar a cargo das investigações específicas.

Em São Leopoldo, na região Metropolitana, a prefeitura exonerou um servidor que atuava na parte administrativa e teria tomado a vacina contra a Covid-19 mesmo sem pertencer a nenhum grupo prioritário. Além dele, um segundo servidor foi afastado e há ainda outros em investigação.

O delegado Marco Antônio orienta à população que diante de qualquer irregularidade no recebimento da vacina, denunciem pelo WhatsApp ou Telegram de DDD (51) 98444-0606.

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