Polícia realiza novo interrogatório com suspeito de caso João Alberto

A Polícia Civil realizou na última sexta-feira (27) novo interrogatório com o policial temporário Giovani Gaspar da Silva, um dos suspeitos do assassinato de João Alberto Freitas. Ele foi morto, após ser espancado por seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour, na Zona Norte de Porto Alegre.

Giovane se manteve em silêncio no primeiro depoimento à polícia, após a prisão em flagrante. No dia do crime, ele havia começado a trabalhar como segurança do Carrefour. Na sexta (27), ele aceitou dar sua versão dos fatos, em um testemunho que durou cerca de quatro horas. Segundo a polícia, ele permaneceu tranquilo e respondeu a todos os questionamentos das autoridades.

“Solicitavam ajuda junto ao caixa 25. Chegando lá, avistou a vítima olhando de uma forma braba, nas palavras dele, para uma das fiscais. Ele teria apenas batido no ombro da vítima e perguntado se estava tudo tranquilo, ao que a vítima respondeu que estava tudo bem, virou às costas para ele e saiu em direção ao estacionamento. Ele resolveu ir atrás pensando em que pudesse ocorrer algo de mais grave, então ao chegar na porta, a vítima teria de forma repentina o atingido com um soco”, relatou a delegada Roberta Bertoldo.

O policial também reiterou que tinha apenas a intenção de imobilizar João Alberto e que em nenhum momento quis matá-lo. Além disso, ele admitiu que a funcionária Adriana Alves Dutra era quem respondia por ele naquele momento. Ela foi presa temporariamente na terça-feira (24), após a polícia entender que a fiscal teve participação decisiva nas agressões. Cerca de 40 pessoas já foram ouvidas até o momento. O outro segurança, Magno Braz Borges, deve permanecer em silêncio até o fim da investigação. A polícia tem mais 15 dias, contando desde o último sábado (28), para concluir o inquérito.

Também na sexta-feira (27), o Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito civil para colher informações sobre a atuação da Polícia Militar na fiscalização de empresas privadas de segurança.

“A questão da fiscalização das empresas privadas de segurança, nós também queremos dar uma olhada em relação a isso, tanto no nível estadual quanto até federal. Nós temos um outro inquérito em relação ao dano moral coletivo, porque esse fato por si só, a dimensão que teve, ela já caracteriza um dano que mereça uma indenização para um fundo em relação as políticas públicas de diretos humanos”, esclareceu o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Lemos Dornelles.

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