Pouco mais de uma semana após ter sido instalada, a placa da avenida Castello Branco, em Porto Alegre, foi alvo de vandalismo

A EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) retirou, na manhã desta quinta-feira (04), a placa com o nome da avenida Castello Branco, em Porto Alegre, que sofreu um ato de vandalismo e amanheceu borrada com tinta vermelha.

Segundo a prefeitura, esse é mais um entre os inúmeros casos de vandalismo no mobiliário da cidade que precisará ser restaurado pela EPTC. Neste ano, até o final de agosto, já foram gastos R$ 103.464,94 na reposição de danos à sinalização horizontal e vertical. Somente na reposição de placas de sinalização e das indicativas com nomes de vias foram utilizados R$ 64.410,64. Danos aos semáforos, inclusive com furtos dos equipamentos, atingiram um custo de R$ 16.403.

O gerente da Equipe do Mobiliário e Sinalização Viária, Abaete Torres da Silva, afirmou que a placa foi retirada para avaliação, ainda sem previsão para recuperação. “Infelizmente, pela agressividade da tinta, não foi possível a limpeza da placa no local. Ela foi retirada e agora vamos avaliar a dimensão do estrago para posterior recolocação e orientação aos condutores. Lamentamos esses dados de vandalismo na sinalização da cidade. Além dos gastos do Poder Público, que não são poucos, o vandalismo na sinalização coloca em risco a segurança das pessoas na circulação da cidade, com possibilidades de acidentes”, afirma.

Troca

A EPTC realizou, no dia 25 de setembro, a troca das placas da avenida da Legalidade e da Democracia para avenida Presidente Castello Branco. Para a substituição das duas placas, uma no sentido Capital-interior (na região da rodoviária) e outra no sentido interior-Capital (perto da Ponte do Guaíba), uma faixa foi bloqueada para o trabalho.

Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça considerou ilegal a lei aprovada pela Câmara de Vereadores, em agosto de 2014, que alterou o nome da avenida Castello Branco para avenida da Legalidade e da Democracia.

Desapropriação

A prefeitura de Porto Alegre concluiu a desapropriação de um imóvel atingido pelas obras do alargamento da avenida Aparício Borges e alças de acesso para o empreendimento Zaffari, no bairro Teresópolis, com recursos do próprio empreendedor.

Essa é uma iniciativa inédita, segundo o Executivo. No total, são nove imóveis, e a estimativa de valor inicial envolve R$ 900 mil que a prefeitura teria de disponibilizar. Com a nova orientação da prefeitura, a responsabilidade do custeio das desapropriações passa a ser assumida pelo empreendedor.

Conforme o prefeito Nelson Marchezan Júnior, “a implantação deste novo procedimento é um marco para a cidade. A prefeitura e o empreendedor associaram-se em benefício da melhoria do bairro, mudando a relação de custeio das desapropriações vinculadas às contrapartidas dos empreendimentos particulares”, destacou Marchezan. Nos últimos dez anos, o montante envolvido em desapropriações soma R$ 65 milhões, envolvendo 25 empreendimentos de 15 empreendedores, em vários locais da cidade.

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