Prédio da prefeitura abandonado deve receber Parque Tecnológico da UFRGS

Um prédio abandonado da prefeitura deve ser transformado em um Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A instituição pretende investir mais de R$ 1 milhão no projeto.

A Rua da Inovação deve agora fazer jus ao nome. O espaço onde funcionava a antiga Secretaria Municipal da Indústria e Comércio deve se transformar em um Polo Tecnológico da UFRGS em Porto Alegre. A universidade fez um pedido de cessão de uso do espaço por 25 anos à prefeitura. No prédio, localizado no acesso ao túnel da Conceição e abandonado desde 2017, também deve ficar a sede do Pacto Alegre, iniciativa que envolve a PUCRS, a Unisinos e outras entidades da sociedade civil para pensar projetos para a cidade.

“Vai abrigar empresas, startups, empresas jovens, empresas residentes que hoje nós não temos espaço para empresas residentes. A área para o Pacto Alegre, as execuções dos projetos que estão sendo desenvolvidos com a chancela do Pacto Alegre e áreas de coworking”, comentou o Pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais, Geraldo Jotz .

A análise da estrutura do prédio foi iniciada na última quarta-feira (27). A ideia é que assim que forem confirmadas as condições de uso com uma reforma, a obra tenha início ainda no primeiro semestre de 2021. Além da reforma, a UFRGS ainda vai colocar segurança no local e estuda a possibilidade de estabelecer parcerias com a secretaria municipal de educação para dar apoio a cursos de gestão da prefeitura, como forma de contrapartida pelo uso do espaço.

“Nós vamos vender muitos imóveis, tem alguns que estão prontos para vender e nós vamos lançar editais. Outros não estão prontos tem que resolver, e se surgir parcerias privadas de ocupação desses prédios que dê um destino de melhoria urbana e também aquecer a economia, eu não tenho dúvida de fazer isso. O que não pode é ter prédio abandonado”, destacou o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.

O imóvel foi inaugurado em 2015. Em 2016, teve fios roubados, gerando prejuízo de R$ 200 mil à prefeitura com a compra de geradores de energia. Além disso, o espaço tem problemas de infraestrutura e infiltrações.

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