Preso estelionatário que aplicava golpes em clientes de banco na Serra Gaúcha

A Polícia Civil prendeu, na tarde de quinta-feira (25), um estelionatário que aplicava golpes em clientes de um banco no município de Canela, na Serra Gaúcha. O indivíduo, que é natural de São Paulo, passava-se por funcionário do Banco do Brasil e entrava em contato com os clientes, informando que os seus cartões haviam sido clonados e que a instituição financeira deveria fazer o recolhimento dos cartões para troca.

Com o endereço dos clientes, ele ia até as suas residências e, vestido de funcionário do banco, afirmava que os mesmos deveriam entregar-lhe os cartões para que a instituição financeira providenciasse um novo na próxima remessa. O homem utilizava até mesmo um crachá do banco, de acordo com informações da Polícia Civil. Depois de recolher o cartão, ele ainda simulava uma ligação para a central 0800 e induzia o cliente a passar a sua senha acreditando estar coberto por sigilo.

Além disso, o suspeito simulava a formalização de uma carta em que o cliente contestava a clonagem, inclusive mostrando que colocava o documento em um envelope supostamente lacrado. Após identificarem o estelionatário, os policiais da delegacia de Canela realizaram a operação para prendê-lo no Centro da cidade.

Eles ainda realizaram buscas em uma pousada localizada em Gramado, onde o indivíduo estava hospedado. No local, encontraram os cartões bancários das vítimas, além de um computador, telefone e o falso crachá do banco.

O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela e responsável pela ação policial, alertou a população no sentido de que os bancos não enviam funcionários nas casas de clientes para recolhimento de cartões.

Golpe da casa própria

A Justiça de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, acolheu a denúncia do Ministério Público e condenou a 18 anos de prisão o réu Marcos Martins, também conhecido como Marquinhos ou Barriga, pelo crime de lavagem de capitais. A decisão é da 2º Vara Criminal, e a pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Martins foi denunciado em um trabalho conjunto desenvolvido pelo projeto-piloto da Promotoria Especializada no Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro e Organização Criminosa e Promotoria Criminal de Canoas. Preso em flagrante por lavagem de dinheiro na operação denominada Nosso Lar, que teve a primeira etapa deflagrada pela Polícia Civil em abril de 2016, o homem, posteriormente, foi solto e, segundo a denúncia, “continuou a manipular contratos, valores e bens da organização criminosa, com finalidade de ocultação de capital e conversão de ativos, inclusive se utilizando de moeda estrangeira para isso”. Depois, ele foi preso novamente.

Martins era um dos integrantes de uma organização criminosa que aplicava golpes na venda de casas pré-fabricadas. Na época da prisão, além dele, outras oito pessoas foram presas, diversos documentos e armas apreendidos, inclusive uma metralhadora de uso restrito e pistolas. O grupo é suspeito de atuar nas cidades de Canoas, Porto Alegre, Guaíba, Gravataí, Alvorada, Osório e Imbé, de acordo com as investigações.

Os criminosos ofereciam casas a preços inferiores aos praticados no mercado e exigiam um valor de entrada, mas a residência não era entregue aos compradores. Em alguns casos, apenas os alicerces das residências eram construídos. Em outros, sequer essa parte inicial objeto do contrato era executada, segundo informações da Polícia Civil.

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