Projeção de crescimento da economia brasileira cai pela 9ª vez consecutiva

Pela nona vez seguida, a projeção de expansão da economia brasileira foi reduzida. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,71% para 1,70%. Há um mês, a expectativa era de 1,98%. Para o próximo ano, a projeção está mantida em 2,50%, após cinco reduções consecutivas. As estimativas de 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. Os números são do boletim Focus, que é divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Já a estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 4,01% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. A meta da inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, essa taxa deve permanecer em mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. A Selic serve de referência para os demais juros e é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Comitê de Política Monetária (Copom) considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir estes juros, a tendência é que os custos do crédito diminuam e produção e consumo sejam incentivados. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Ou seja, quando o Copom aumenta a Selic, a meta é de contenção da demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,80 para R$ 3,79 no fim de 2020.

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