Sindicatos de escolas públicas e privadas divergem sobre aulas presenciais no Rio Grande do Sul

Em cerca de cinco dias, os alunos da educação infantil em todo o Estado estariam tendo a primeira aula presencial desde o início da pandemia. Essa proposta do Piratini já foi derrubada, mas ainda não há uma nova data definida. Na última quinta-feira (27) o governador Eduardo Leite anunciou que uma nova projeção será feita a partir de uma reunião com órgãos interessados e prefeitos na semana que vem.

Os Sindicatos de professores e escolas do ensino público e privado no Rio Grande do Sul divergem de opiniões sobre a retomada presencial das aulas. Para o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Estado, o tempo de paralisação foi suficiente para as escolas se prepararem. Mas entende a pausa para o debate.

“Nós tínhamos expectativa de que as aulas pudessem efetivamente começar no dia 31 agora, mas nós entendemos, acho que o Governo do Estado tem sido bastante dirigente nessa questão. Mas é importante lembrar que a rede privada está pronta, no momento que tivermos uma norma autorizando, os alunos da rede privada vão poder voltar”,  comentou o presidente do Sinepe-RS, Bruno Eizerik.

A realidade das escolas particulares não é a mesma que das públicas. Por isso, o CPERS ainda é contra a volta dos estudantes e profissionais neste momento por conta dos riscos. A representante do Sindicato elencou dois pontos para uma volta gradual do ensino presencial de forma segura no cenário gaúcho.

“Então, nós achamos que tem que ter a testagem nos alunos, professores e funcionários e também a utilização de todos os EPIs possíveis, assim poderíamos discutir a volta das aulas com segurança”, esclareceu a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Uma nova reunião foi marcada para assegurar uma posição de volta às aulas presenciais. “A gente deve fazer uma nova reunião na próxima semana, na terça-feira (01) com a participação novamente dos prefeitos, do Tribunal de Contas e do Ministério Público, onde a gente deve consolidar uma projeção de datas de retorno de cada uma das etapas de ensino”, explicou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Por enquanto, para seguir as aulas remotas, o Governo do Estado anunciou na quinta (27) que cerca de 650 mil alunos terão acesso gratuito à internet para acessar os conteúdos pela plataforma do Piratini. Mais de 5 mil equipamentos já foram entregues para alunos e professores.

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