Temperaturas mais altas provocam o aumento do aparecimento de serpentes

Nesta época de calor, a Equipe de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) de Porto Alegre recebe diversas ligações com questionamentos sobre o aparecimento de serpentes, especialmente junto à Zona Sul da cidade. As espécies são de serpentes não peçonhenta, como as cobras verde (Philodryas olfersii) e as dormideiras (Sibynomorphus ventrimaculatus).

“A temperatura externa é essencial para as atividades desses animais, pois o calor da primavera e do verão esquenta os corpos das serpentes e elas saem a procura de alimento, como insetos, caracóis e até filhotes de ratos. Passado este período, elas retornam ao estágio de hibernação”, explica a bióloga Soraya Ribeiro.

Apesar de serem de espécies inofensivas, as serpentes são temidas pelas pessoas. Por integrarem a cadeia ecológica, são elementos cruciais para o equilíbrio do ambiente, controlando a proliferação de outras espécies e servindo de alimento para outros animais. Para diminuir a possibilidade de ocorrência de serpentes nos pátios, a orientação da Smams é mantê-los sem entulhos e com a grama cortada.

Casos de dengue no RS

Mais dois casos de dengue contraída dentro do Rio Grande do Sul foram confirmados nesta sexta-feira (8) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Eles aconteceram em residentes dos municípios de Erval Seco e Marau, na região Norte do estado. Dois outros casos autóctones já haviam sido registrados anteriormente na região Missioneira, em Panambi e Cândido Godói. Além desses, outros oito casos importados foram confirmados no ano em moradores gaúchos que pegaram a doença em outros Estados.

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada da fêmea do Aedes aegypti. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. O inseto tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, que é onde ele deposita os ovos. O verão, com as altas temperaturas e o aumento das chuvas, é propício para a proliferação do inseto. Por isso, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) reforça que o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.

A infestação por Aedes aegypti no Rio Grande do Sul passou de 62 municípios em 2010 para 320 atualmente. Isso cobre hoje uma população de mais de 9,7 milhões de pessoas, ou 86% da população do estado. Para o desenvolvimento de ações de prevenção e controle do mosquito, todos os 320 municípios com infestação de Aedes foram contemplados com R$ 4.512.567,01 em investimentos do governo do Estado. Dependendo da população, cada município recebeu entre R$ 4 mil e R$ 204 mil.

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