Trabalhadores do transporte coletivo receberão vacina contra o coronavírus

O Ministério da Saúde reforça que as medidas não farmacológicas de prevenção devem ser mantidas. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (23), que os trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso de passageiros serão contemplados na campanha de vacinação contra a Covid-19 com as novas doses de imunizantes que estão sendo enviadas aos Estados.

Também serão atendidos os trabalhadores da educação do ensino superior. Apesar desses dois grupos terem sido contemplados só agora no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, em alguns Estados e municípios essas categorias já vinham sendo vacinadas por iniciativa das gestões locais, que também têm autonomia sobre seus planos, de acordo com as realidades regionais.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais 7 milhões de doses de vacinas serão distribuídas em até 48 horas. “A novidade fica por conta do imunizante da Janssen: o primeiro lote que chegou ao Brasil na terça-feira, com 1,5 milhão de doses, já começou a ser entregue às unidades federativas. A distribuição também conta com 3,2 milhões de doses do Butantan e outros 2,3 milhões de doses da Pfizer”, explicou a pasta.

As novas remessas também são destinadas para a vacinação de trabalhadores do ensino básico, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente.

Medidas não farmacológicas

As orientações sobre a vacinação e a divisão das doses por unidade federativa estão no novo informe técnico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta. A estratégia de distribuição é definida em reuniões entre o governo federal, Estados e municípios, observando as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios.

O documento reforça que, considerando o atual cenário de transmissão comunitária da Covid-19 em todo o Brasil, as medidas não farmacológicas de prevenção devem ser mantidas, como uso de máscara, distanciamento social, etiqueta respiratória e higienização das mãos e objetos pessoais.

“Ressalta-se que o impacto esperado das ações de vacinação se inicia após cerca de 30 dias da distribuição da vacina, considerando os tempos operacionais bem como o tempo necessário para o desenvolvimento da resposta imune. Dessa forma, não se pode considerar a vacinação como uma resposta imediata para contenção da circulação do vírus, sendo uma medida preventiva para redução da ocorrência de casos graves e óbitos a médio e longo prazo”, diz o documento.

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