Trabalhadores dos Correios no estado aderem à greve nacional

Trabalhadores dos Correios se reuniram na manhã da última terça-feira (18) para protestar em Porto Alegre. O sindicato da categoria no Rio Grande do Sul decidiu, em Assembleia realizada na segunda-feira (17), aderir à paralisação nacional.

Em frente a sede do centro histórico da capital, dezenas de trabalhadores se reuniram para defender direitos e ideias. O ato foi coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Correios do Estado.

“Isso aqui representa a indignação em que estão transformando a gente em bobo da corte e palhaço do governo e da sociedade em geral, porque não vê que estamos sendo massacrados pelo governo, que não enxerga as nossas necessidade, ao contrário, quer retirar o pouco daquilo que a gente tem”, disse um protestante fantasiado de bobo da corte.

Segundo as entidades ligadas aos trabalhadores, os Correios não se preocupam em proteger funcionários da exposição ao novo coronavírus. Os colaboradores ganharam apenas um par de máscaras desde o início da pandemia. Ainda segundo o sindicato, não há testes e nem desinfecção de locais que registraram funcionários positivados com Covid-19.

“Aqui no nosso já temos mais de 60 colegas que se contaminaram com Covid-19, a nível nacional a gente já tem mais de 100 óbitos de colegas que morreram no exercício do seu serviço. É uma coisa muito grave e é totalmente responsabilidade da direção dos Correios que não toma as medidas devidas de proteção”, relatou o secretário-geral do Sintect-RS, Alexandre dos Santos Nunes.

A principal reivindicação dos trabalhadores é contra a retirada de direitos. Segundo o sindicado existe uma proposta dos Correios que extingue 70 cláusulas do acordo coletivo. Os manisfestantes acreditam que em meio a uma pandemia não é o momento para discutir medidas como essa.

“Não foi uma negociação, não teve opção para nós trabalhadores, o que nós estamos propondo é prorrogação do nosso acordo até o ano que vem, que era o que estava estabelecido. Só o que a gente queria é que as coisas se mantivessem para não prejudicar a gente trabalhador, e depois da pandemia a gente pudesse discutir campanha salarial, não agora”, finalizou Nunes .

A sobrecarga do trabalho, motivada pela pandemia, e a luta contra a privatização da estatal também pautaram o protesto. Os trabalhadores percorreram ruas do centro da capital gaúcha e fizeram manifestações na esquina democrática. O Sintect-RS e o Sindicato de Santa Maria e região se unem à greve nacional que, segundo a categoria, já soma mais de 100 mil trabalhadores de braços cruzados.

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