Trinta cães de diversas raças e pássaros silvestres foram apreendidos durante uma operação para combater maus-tratos contra os animais em Canoas

Agentes da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana deflagraram, nesta quinta-feira (31), a Operação Arca com o objetivo de combater maus-tratos contra os animais no município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em uma residência no bairro Nossa Senhora das Graças, foram apreendidos aproximadamente 30 cães de diversas raças, além de pássaros silvestres.

Conforme o delegado Thiago Lacerda, a investigação demonstrou que as condições eram muito precárias, não havendo no local nenhum controle de pragas, vacinação ou sequer um responsável técnico veterinário, como define a legislação. Os agentes encontraram cães das raças Yorkshire, Chihuahua, Pug, Spitz Alemão, Poodle, Shih Tzu, Pinscher e Fox Paulista, além de vários outros cachorros.

Muitas gaiolas foram encontradas no local com pássaros de diversas espécies. “Não é descartada a possibilidade que alguns dos animais sejam de origem de roubo ou furto, uma vez que tem valores no mercado pet que não condizem com as condições econômicas dos proprietários da residência”, disse Lacerda.

“A denúncia trazida informava que as pessoas que ali habitavam cruzavam os animais para comercializar seus filhotes, contudo, não foram encontrados carteiras de vacinação, receitas médicas ou documentação de origem dos animais. Muito embora não confirmassem o uso, foram apreendidos cinco objetos que funcionavam como relhos, construídos artesanalmente com madeira e borracha de pneus de carro. As suspeitas recaem de que esses cães e pássaros seriam comercializados”, ressaltou o delegado.

As ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Civil e por integrantes da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Guarda Municipal de Canoas e Secretaria do Meio Ambiente. Todos os animais foram acolhidos pelo Centro de Bem-Estar Animal, onde passarão por análise clínica e ficarão sob os cuidados de veterinários, até que haja uma definição judicial acerca da sua destinação. Uma pessoa foi identificada como sendo responsável por manter os animais em cativeiro e irá responder com base na lei de crime ambiental.

O delegado Mario Souza afirmou que a operação contra os maus-tratos aos animais “ocorrerá de forma permanente e que se deu conjuntamente com a prefeitura do município de Canoas, através da Secretaria de Segurança Pública e Secretaria do Meio Ambiente”. De acordo com ele, a “Polícia Civil tem na 4ª DP de Canoas uma força-tarefa dedicada a esse tipo de crime, estando à disposição para denúncias”.

“Os animais, segundo a verificação preliminar dos agentes públicos, estavam aparentemente com necessidades que não estariam sendo atendidas”, completou o delegado.



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