Trump pediu a líder ucraniano para investigar potencial rival nas próximas eleições dos EUA, mostra transcrição

As conversas do presidente Donald Trump com o presidente ucraniano Volodymir Zelensky, que resultaram no pedido de impeachment do americano nessa terça-feira (24), vieram a público hoje (25). A deputada democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Estados Unidos, anunciou ontem a abertura de um processo de impeachment contra o presidente.

O texto mostra que Trump pressionou o ucraniano para fazer uma investigação contra seu potencial rival para a Casa Branca em 2020, o ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho, Hunter Biden, e pediu ao líder europeu que trabalhasse com Rudy Giuliani e o procurador-geral William Barr no assunto.

Além de fazer o pedido, Trump teria bloqueado uma ajuda financeira de US$ 400 milhões para as Forças Armadas da Ucrânia como forma de pressão sobre Zelensky em prol da investigação. O presidente americano admitiu que congelou o pagamento, mas negou que o motivo para isso tenha relação com Biden e seu filho.

Um alto funcionário da Casa Branca disse à CNN que a transcrição da ligação, ocorrida em 25 de julho, vem de um software de reconhecimento de voz. Há um aviso no final do documento de que “não é uma transcrição literal de uma conversa”. Além de Trump, o presidente Zelensky também deu sua permissão para a divulgação da transcrição.

Trump e a Casa Branca negam as acusações de irregularidades na conversa com o presidente ucraniano. O líder norte-americano chamou a abertura do processo de impeachment de “caça às bruxas”. Falando sobre a transcrição recém-divulgada, Trump disse que “não houve pressão”. “Foi uma carta amigável. Não houve pressão, do jeito que isso foi ventilado, aquela ligação, seria a ligação do inferno. Acabou sendo um telefonema nada diferente do que muitas pessoas disseram: ‘Eu nunca soube que você poderia ser tão legal’”.

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