Uma mulher foi condenada por invadir e publicar no Facebook do ex-marido

Em Santa Cruz do Sul, uma mulher foi condenada por invadir e fazer uma publicação na conta do Facebook de seu ex-marido. A mensagem, escrita na primeira pessoa (como se tivesse sido o homem escrevendo) possui os seguintes trechos: “eu sou uma pessoa sem caráter, vagabundo” e “deixei minha filha passar fome e estou me divertindo’’.

O homem foi instruído a processar a ex-mulher exigindo o pagamento de 20 salários mínimos pelos danos causados, além da possibilidade de que a publicação tinha de vir a interferir na disputa judicial pela guarda da filha, que vinha tramitando.

No entanto, o juiz André Luís de Moraes Pinto, da 9ª Câmara Cível do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul), que considerou o conteúdo da mensagem depreciativo, resolveu sentenciar a mulher a pagar o valor simbólico de R$ 300, já que entendeu que o homem deveria ter trocado a senha da conta após a separação.

O ex-casal, cujos nomes não foram divulgados, já responde a outras ações, dentre as quais está incluído o pagamento de pensão, que o homem não comprovou ter pago no prazo estipulado pela justiça.

A mulher, que assumiu o ato, alegou estar desesperada pelo fato de o ex-marido não pagar a pensão da filha há meses, o que ajudou a diminuir a sua pena, que ainda abrange os encargos do advogado, fixados em R$ 2 mil. Como a infração ocorreu em 2015, os valores serão devidamente corrigidos.

Twitter

Um grupo de engenheiros e pesquisadores de segurança chamado Insinia Security colocou o Twitter contra a parede após invadir contas de celebridades por meio de um método que a rede social de microblogs disse estar protegida. O Twitter disse que fechou a referida brecha em atualização feita em 28 de dezembro, mas, no dia 31, ela foi o ponto de abertura para acesso não autorizado a contas com muitos seguidores.

A invasão é feita por meio de SMS spoofing, ou seja, “enganar” a plataforma do Twitter ao publicar um tweet via SMS. Trata-se de um recurso antigo da rede, remetente à época em que smartphones e aplicativos dedicados não eram tão populares. Funcionando corretamente, a ferramenta permite publicar um tweet enviando uma mensagem de texto vinda de um número associado à conta. Neste caso, porém, a plataforma é enganada a pensar que se trata do número correto, quando na verdade a mensagem veio de outro aparelho.

“Um porta-voz do Twitter disse à imprensa que havia ‘resolvido um bug que permitia que certas contas com um número de celular do Reino Unido conectado fossem alvos de SMS spoofing’”, disse a rede ao portal americano Gizmodo. “Contudo, durante uma conversa, os hackers que expuseram o erro e postaram tweets não autorizados foram capazes de reproduzir o experimento após as afirmações do Twitter”.

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