União recorre da decisão judicial sobre tratamento da menina Júlia

Os pais da pequena Júlia Cardoso Torres, a Juju, de 1 ano e 5 meses, seguem na luta para custear o tratamento da filha, que tem atrofia muscular espinhal tipo 1, uma doença degenerativa rara. A família, de Santa Cruz do Sul, no vale do Rio Pardo, estava mobilizada para arrecadar os R$ 9 milhões necessários, e na semana passada havia conseguido o valor na justiça. No entanto, menos de 24 horas depois, a União entrou com recurso contrário à decisão judicial. Os familiares informam que vão recorrer.

O processo está em andamento desde dezembro de 2019. A sentença deferida pelo juiz, da primeira vara federal em Santa Cruz do Sul, determinava a liberação do recurso para a compra do medicamento em cerca de 20 dias. Porém, em menos de 24 horas, a Procuradoria Geral da União entrou com recurso contrário à decisão judicial. Agora fica a cargo do TRF-4 o parecer final.

“Nós fazemos um processo todo muito bem feito, embasado com várias perícias, tem tudo ali, não tem o que dizer deste processo, ele foi muito bem feito mesmo, e até pelas mãos do juiz que solicitou todas as informações e daí é negado, recorrem né”, desabafou a mãe da Juju, Silviane Cardoso.

O motivo para contestar a decisão, é que a medicação para o tratamento da doença ainda não foi aprovada no Brasil. O processo, com cerca de 180 páginas, ainda será analisado pelos advogados de defesa para definir os próximos passos. A luta da família é diária.

“A cada dia que a gente aguarda essa medicação, células neuronais que são os nerônios, são perdidas, a gente sabe que neurônio, o corpo não refaz é uma célula que o corpo não tem capacidade de refazer”, disse Silviane.

O prazo de julgamento do TRF-4 é de 30 a 60 dias. Enquanto não há definição da justiça, a família segue com a campanha para tentar custear o tratamento da pequena Júlia, que precisa ser feito até ela completar dois anos, daqui a sete meses. A meta é conseguir R$ 9 milhões para que a menina possa fazer o procedimento nos Estados Unidos, já que a medicação só existe no país. Até o momento foram arrecadados pouco mais de R$ 2 milhões. As doações podem ser feitas pelo site amejuju.com.br

“Isso trouxe uma renovação de força muito grande para nós, porque a gente sabe que a batalha é leal, é verdadeira, é muito forte para salvar a vida de uma criança e isso é muito importante para todos nós aqui. Eu não sei mais o que dizer para convencer as pessoas da necessidade, é uma questão simples, uma questão de vida”, relatou a mãe da Juju.

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