Unidade para isolamento recebe moradores de rua com Covid-19 na capital gaúcha

Nesta quarta-feira (22) o Centro de Acolhimento e Isolamento Social começou a receber pessoas em situação de rua. A unidade fica na zona norte de Porto Alegre e servirá para isolar moradores de rua que tenham testado positivo para Covid-19 e apresentem sintomas leves.

A Escola Estadual Marechal Mallet está desativada há dois anos. Foi através de uma parceria com entidades privadas que a prefeitura da capital conseguiu aproveitar o espaço. Nesta quarta-feira (22) o Cais, Centro de Acolhimento e Isolamento Social, foi inaugurado e já recebeu o primeiro infectado pela Covid-19 em situação de vulnerabilidade.

Antes das atividades iniciarem, o prefeito Nelson Marchezan Júnior visitou o local acompanhado do Secretário da Saúde e coordenador do projeto, Pablo Stürmer.

“Até o acolhimento bem estruturado como esse até um cartão de renda mínima, então é uma composição que esse espaço aqui faltava dentro dessa estrutura geral de acolhimento”, revelou o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior.

Até agora a prefeitura já havia instalado 32 banheiros públicos, além de antecipar a Campanha do Agasalho, para beneficiar pessoas em situação vulnerável. A unidade de isolamento serve para desafogar o sistema de albergues da capital. Quem passar pelo Cais deve permanecer de 10 a 14 dias. Os quartos são divididos por gênero. Há ainda um espaço recreativo, com televisão, e um refeitório para os isolados.

“E o espaço vai ficar de legado para a cidade, então a prefeitura vai poder utilizar o espaço como um abrigo ou como uma escola. E todos os materiais que foram comprados com esses R$ 3,5 milhões vai ficar para cidade”, disse o administrador do Cais, Thiago Franklin.

Este é o primeiro Centro de Acolhimento e Isolamento Social do sul do Brasil. Após a inauguração, Marchezan se reuniu durante a tarde com representantes de hospitais e empresários. Entre os temas está a avaliação de um possível decreto de lockdown em Porto Alegre. O encontro não teve uma decisão definitiva, mas auxiliou em uma questão.

“O entendimento de consequências das decisões, se a gente não conseguir diminuir a circulação do vírus na cidade, a gente vai ter o esgotamento até o final deste mês, mas se a gente conseguir ampliar a gente tem a chance de permanecer salvando vidas”, finalizou Marchezan.

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