Universidades Federais ainda não têm datas definidas para vestibulares

O Rio Grande do Sul é o estado da região sul com o maior número de Universidades Federais. Mas de seis instituições, apenas duas têm previsão de realizarem vestibulares próprios. Em meio à pressão da época do vestibular, os estudantes ainda precisam lidar com a indefinição das datas dos processos seletivos.

Muitos estudantes se preparam por anos para prestarem os vestibulares que podem garantir o ingresso a um ensino superior público, gratuito e de qualidade. Na maior Universidade Federal do Estado, a UFRGS, uma data para as provas depende da aprovação do calendário do segundo semestre deste ano.

“A princípio este vestibular aconteceria com alguma presencialidade, até para garantir a segurança do processo. No entanto, ele teria um novo desenho que será estudado junto a esses órgãos maiores, no qual nós já temos esses desenhos. Essa proposta já se encontra em apreciação pelos órgãos máximos da Universidade”, revelou a pró-reitora de ensino da UFRGS, Cíntia Inês Boll.

Das seis universidades federais do estado, apenas a UFRGS e a UFPEL tem previsão de realizar vestibular próprio. As demais universidades irão aderir ao sistema SISU para ingresso dos novos estudantes, utilizando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio. A UFPEL realiza vestibular apenas para os cursos que ficam nos polos fora de Pelotas, e enfrentou processo na justiça por conta do vestibular on-line realizado em setembro.

“Nós fizemos uma prova já sabendo de antemão que essa competição era uma disputa pequena, entre os cursos. Houve uma ação na justiça, o Ministério Público pediu a suspensão imediata do processo seletivo. Neste momento, o vestibular está suspenso, a decisão final sobre o processo ainda não está colocada”, explicou o vice-reitor da UFPEL, Luís Isaías do Amaral.

Enquanto a pandemia ainda trava algumas questões dos vestibulares, os alunos continuam se preparando, sem ter qualquer certeza pela frente, tornando o processo ainda mais estressante.

“É complicado a gente estudar sem ter uma data, um foco. Vamos supor que se fosse na data normal que geralmente é no final do ano, caso tu não passe tem um ano inteiro para estudar”, destacou o estudante Pedro Brum.

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