Sábado, 31 de outubro de 2026

Vaga do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco no Tribunal de Contas da União é cobiçada por aliados e Lula tem ao menos três cotados

A vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não está oficialmente disponível, mas aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já começaram a se movimentar nos bastidores para disputar o espaço que poderá ser aberto caso Rodrigo Pacheco deixe o tribunal.

A articulação ocorre em meio às especulações sobre uma possível indicação do atual integrante da Corte ao Supremo Tribunal Federal (STF), movimento que abriria uma nova oportunidade para o presidente acomodar um nome de sua confiança em um dos principais órgãos de fiscalização da administração pública federal.

Lula avalia indicar um novo ministro ao STF ainda neste ano, aproveitando a atual legislatura e a composição do Senado que participa do processo de aprovação dos integrantes da Suprema Corte. Nesse cenário, Pacheco aparece como um dos nomes mais fortes para ocupar a cadeira, contando com apoio considerado praticamente unânime entre os senadores. O ex-presidente do Senado assumiu uma vaga no TCU em setembro, mas sua eventual transferência para o Supremo poderia provocar uma nova disputa por uma cadeira no tribunal de contas.

Se a mudança se confirmar, Lula terá a oportunidade de indicar outro aliado para o TCU. Entre os principais nomes mencionados nas conversas políticas estão a ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Os três enfrentaram resultados desfavoráveis nas eleições, mas continuam próximos ao núcleo político do governo e são considerados figuras importantes na articulação governista. A possibilidade de uma indicação também representaria uma alternativa para que Lula mantenha esses aliados em posições de destaque na estrutura do poder federal.

Tebet disputou uma vaga no Senado por São Paulo após atender a um pedido do presidente, mas não conseguiu conquistar o mandato. Renan Calheiros também tentou a reeleição e, posteriormente, participou ativamente da campanha de Lula em Alagoas durante o segundo turno. Gleisi Hoffmann, por sua vez, abriu mão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados para concorrer ao Senado, igualmente a pedido do presidente, assumindo uma candidatura considerada estratégica para os interesses do governo no Paraná.

Integrantes da base governista avaliam que os três políticos possuem experiência administrativa, influência partidária e capacidade de articulação suficientes para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas da União. Entretanto, aliados de Lula defendem que qualquer indicação seja previamente negociada com os senadores, a fim de evitar resistências e uma eventual derrota no processo de votação. A preocupação tem como referência o episódio envolvendo Jorge Messias, cuja indicação ao STF enfrentou dificuldades no Senado e evidenciou os riscos de uma articulação política insuficiente.

Além da possibilidade de integrar o TCU, Simone Tebet e Gleisi Hoffmann também aparecem nas especulações sobre a composição de um eventual quarto mandato de Lula. A ex-presidente nacional do PT poderia retornar à estrutura central do Palácio do Planalto, enquanto Tebet é mencionada como possível ocupante de outras pastas, entre elas o Ministério das Relações Exteriores. (Com informações da Coluna Painel/Folha de S.Paulo)

 

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