Segunda-feira, 15 de julho de 2024

A Black Friday no Brasil não decolou neste ano

A Black Friday no Brasil não obteve o resultado esperado pelo varejo. A data é considerada uma das mais importantes para o setor, e a expectativa era de que poderia gerar um volume de vendas maior que em 2021, dando fôlego ao resultado das empresas. Entretanto, o varejo virtual registrou uma queda de 28% no seu faturamento em comparação com o do mesmo período de 2021, quando o setor já havia recuado 1%, conforme dados da Neotrust. Com pouco mais de R$ 3,1 bilhões em vendas, esse foi o pior resultado para a data no País desde que foi importada dos EUA, em 2010.

Segundo o levantamento, em comparação ao ano anterior, o comércio pela internet (e-commerce) no País também registrou queda no valor do tíquete médio de compras (5,9%), no preço médio (-17%), no número de pedidos (-23%) e na quantidade de produtos vendidos (-13,5%).

O estudo ainda apontou uma mudança no perfil de compras do consumidor neste ano. Um dos itens mais desejados pelos consumidores que aguardam pelos descontos da Black Friday, os celulares perderam 4,6% de participação no faturamento do e-commerce, enquanto itens de alimentação e bebidas subiram no ranking e chegaram ao quarto lugar em quantidade de pedidos.

Sem tração

Com o desempenho abaixo do esperado para a principal data, o rescaldo das promoções no sábado também não engatou no País. Isso porque as vendas no primeiro dia do fim de semana registraram queda de 4,3% em comparação a 2021. Mesmo assim, na avaliação de Paulina Dias, gerente de inteligência da Neotrust, o pós-black Friday garantiu o posto de melhor dia de vendas em termos de variação de faturamento sobre o ano anterior. “Percebemos a recuperação de algumas categorias que não foram bem na sexta-feira, como telefonia, automotivo e eletroportáteis, e crescimento em categorias que já estavam bem, como beleza e perfumaria, games e alimentos e bebidas”, afirmou.

Para a executiva, um dos destaques de faturamento no sábado, dentro do universo de alimentos e bebidas, foi o crescimento nas vendas para carnes, aves e pescados. Esses itens entraram na lista de desejos dos brasileiros este ano após uma forte alta de preços nos últimos 12 meses.

Um levantamento da consultoria Shopper Experience, feita a pedido da Associação Paulista de Supermercados (Apas), projetou a cesta de itens de alimentação como um dos principais desejos dos consumidores para o período de promoções da Black Friday.

“Tivemos o jogo do Brasil na quinta-feira, o que gerou dispersão. Mas houve outros efeitos. Apesar das expectativas, o próprio comércio optou pela racionalidade e não criou ofertas e ações de mídia tão fortes. E ainda antecipou promoções para outubro e primeiras semanas de novembro, espalhando a venda. É o caso de pensar se está valendo mesmo diluir tanto a Black no mês”, disse Manssur. O relatório da ClearSale considera a venda de uma cesta geral de produtos como alimentos, moda e eletrônicos, vendidos por clientes das empresas de dados.

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