Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de maio de 2026
A decisão do governo Trump de definir como organizações terroristas internacionais as duas maiores facções criminosas do Brasil teve efeito positivo sobre a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais, mas não a ponto de reverter o dano causado pelas revelações sobre a relação do pré-candidato a presidente com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Após o anúncio dos Estados Unidos, as menções positivas ao senador nas redes cresceram 2,9 pontos porcentuais. Segundo Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata, a decisão do governo Trump mobilizou a militância bolsonarista, antes acuada em razão das revelações do caso Master, e abriu espaço para uma ofensiva contra o governo Lula na área da segurança pública, considerada uma das mais sensíveis da gestão.
Os números mostram que a decisão dos EUA ajudou Flávio a recuperar parte do terreno perdido após as revelações do site Intercept Brasil, embora não tenha sido suficiente para o senador compensar todo o desgaste.
No auge da crise, em 20 de maio, 70,2% das menções ao senador nas redes tinham teor negativo. Ontem, o índice recuou para 62,5%, ainda acima dos 57,5% registrados antes de Flávio ter sua relação com Vorcaro revelada, de acordo com a AP Exata.
Denicoli chamou atenção para o índice de confiança no senador, que, na semana passada, chegou a 10,33%, o menor nível da série histórica. Anteontem, dia do anúncio dos EUA, o indicador saltou para 12,2%, sugerindo uma reação inicial associada à repercussão do enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O índice voltou a recuar diante da ofensiva de adversários nas redes, estacionando em 10,87%. Antes do caso Master, a confiança em Flávio estava em torno de 17%.
“A militância bolsonarista, que estava acuada, gostou da ação do Flávio nos EUA e agora tem mais armas para a guerra narrativa, o que fez as menções positivas a ele crescerem. Mas a confiança segue baixa. Ou seja, ainda há um caminho a ser feito para recuperar a credibilidade perdida com os áudios da conversa com Vorcaro”, afirmou o CEO da AP Exata. Com informações do portal Estadão.