Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste sábado, 3, que a ação bélica dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro, violou gravemente o direito internacional, a soberania do país, além de representar uma ameaça à paz e à segurança na América Latina e no Caribe.
Em comunicado, a chancelaria chinesa declarou oposição firme ao que classificou como comportamento hegemônico dos EUA e pediu que Washington respeite o direito internacional, bem como os propósitos e princípios da Carta das Organização das Nações Unidas (ONU).
No texto, o governo chinês disse estar “profundamente chocado” e condenou de forma veemente o uso da força pelos Estados Unidos contra um país soberano e contra Maduro.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos Estados Unidos contra um país soberano e o uso da força contra o presidente de um país (…).
A China se opõe firmemente a esse comportamento hegemônico dos EUA, que viola seriamente o direito internacional, viola a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Pedimos que os EUA respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU e parem de violar a soberania e a segurança de outros países”, diz o texto.
A China também vive em um sistema de governo autoritário, com bases de esquerda, assim como era a Venezuela sob a gestão de Maduro. Além do país asiático, a Rússia, outros países da Europa e vizinhos da América Latina também se posicionaram sobre o conflito.
A União Europeia (UE) foi uma das primeiras a se pronunciar, com uma declaração da chefe de política externa do grupo, Kaja Kallas, que disse que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco
Rubio, e com o embaixador da UE em Caracas. “A União Europeia afirmou repetidamente que [Nicolás] Maduro não tem legitimidade e defendeu uma transição pacífica”, escreveu na rede social X. Ela ainda fez um apelo para que os princípios do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas (ONJ) sejam respeitados durante o conflito. Com informações da Revista Veja.