Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Acusado de matar a ex-companheira grávida vai a júri popular no Interior do RS

Um homem acusado de matar sua ex-companheira, grávida de 3 meses, será submetido ao Tribunal do Júri na cidade gaúcha de Parobé (Vale do Paranhana), em data a definir. O crime foi cometido na madrugada de 18 de abril do ano passado, quando a mulher saía da casa do agressor, na rua 15 de março – no bairro Morada do Funil – para ir embora em carro de transporte por aplicativo.

Com 25 anos e residente em Novo Hamburgo (Vale do Sinos), Caroline Machado Dornelles estava no local para buscar alguns pertences após o fim da relação do casal, que mantivera um relacionamento marcado por separações e reconciliações ao longo de aproximadamente dois anos. Também havia relatos familiares sobre comportamento possessivo e agressões por parte do companheiro.

Ela não chegou a chamar o veículo com o qual pretendia deixar o local. Quando estava na rua, foi atingida por 19 facadas em diferentes partes do corpo e tombou na rua, falecendo no local (o bebê também não sobreviveu). Seu algoz, de então 24 anos e com antecedentes por tráfico de drogas, fugiu mas no dia seguinte acabou se entregando à Polícia Civil em Porto Alegre.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o réu responde ao processo por feminicídio com os agravantes de meio cruel e que dificultou a defesa da vítima. “O ataque foi realizado em contexto de violência doméstica e familiar”, ressalta o promotor Rafael Wobeto Pinter, autor da denúncia apresentada à Justiça cerca de um mês após o incidente. Não foi informado se o acusado de feminicídio sabia da gestação.

O homem foi pronunciado nessa segunda-feira (12) pelo juiz Cleber do Amaral Schenkel, da 1ª Vara Judicial da Comarca. Sua prisão preventiva foi mantida pelo magistrado, que atribuiu a medida à gravidade do fato e o risco de reiteração delitiva, ou seja, de que o réu volte a cometer crime similar. Caso ele seja condenado, a pena pode chegar a 40 anos de prisão.

Levando em conta a necessidade de reparação à família da mulher, o MPRS também solicitou à Justiça que seja fixada na sentença o pagamento de R$ 200 mil pelo réu, em caso de condenação, bem pensão para a filha de Caroline (fruto de relacionamento anterior e com 5 anos na época). Esse pedido em específico está em fase de análise.

Como pedir ajuda

– Brigada Militar (telefone 190): se o episódio de violência estiver ocorrendo, a vítima ou qualquer outro indivíduo pode (e deve) ligar imediatamente para o número 190. O atendimento é 24 horas por dia, em todo o Estado.

– Polícia Civil (telefone 197): se o caso já aconteceu, a vítima deve ir preferencialmente a uma Delegacia da Mulher para fazer o boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva.

Em Porto Alegre, há duas unidades: na rua Freitas e Castro junto ao Palácio da Polícia (bairro Azenha) e na rua Ary Tarragô nº 685 (Morro Santana). Os telefones são (51) 3288-2173, 3288-2327 e 3288-2172.

– Outra opção é pela internet, em delegaciaonline.rs.gov.br. O portal oferece uma série de informações e serviços.

(Marcello Campos)

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