Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Acusado de xenofobia, vereador do Rio Grande do Sul se diz arrependido e afirma que mulher pensa em deixá-lo

O vereador de Caxias do Sul Sandro Fantinel (Patriota), autor de declarações contra baianos, afirmou estar arrependido dos comentários feitos durante sessão da Câmara Municipal na última terça-feira (28).

“Em um momento de lapso mental, proferi palavras que não representam o que eu penso e sinto pelo povo da Bahia e do Norte e Nordeste”, disse Fantinel em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (02).

“A minha esposa chora noite e dia, recebendo mensagens ofendendo ela com todos os piores nomes que vocês podem imaginar. Ele está até pensando em me deixar”, acrescentou.

Durante o discurso na Câmara Municipal de Caxias do Sul, o vereador deu um “conselho” a produtores de vinícolas da região: não contratar trabalhadores da Bahia, mas sim da Argentina.

“Agricultores, produtores, empresas agrícolas que estão neste momento me acompanhando, eu vou dar um conselho para vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima. Conversem comigo, vamos criar uma linha e vamos contratar os argentinos, porque todos os agricultores que têm argentinos trabalhando hoje só batem palmas”, afirmou.

“[Os argentinos] São limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a casa limpa e, no dia de ir embora, ainda agradecem o patrão pelo serviço prestado e pelo dinheiro recebido.”

Em sua fala, o vereador criticou a ação de resgate de trabalhadores nordestinos em situação de escravidão em vinícolas gaúchas.

E prosseguiu: “Em nenhum lugar do estado, na agricultura, teve um problema com um argentino ou com um grupo de argentinos. Agora, com os baianos, que a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor, era normal que se fosse ter esse tipo de problema”.

No último dia 22, a Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, identificou cerca de 180 trabalhadores submetidos à situação análoga à de escravo, mantidos em um alojamento, no município de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

Ainda de acordo com a PF, os trabalhadores eram recrutados de outros estados por uma empresa prestadora de serviços de apoio administrativo. Eles estavam sem receber salários e tinham sua liberdade de locomoção restringida.

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