Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Adesão petista à CPI do Lulinha é factoide eleitoral

Não passa de manchetes amigas do governo a suposta adesão do PT à comissão para investigar as suspeitíssimas movimentações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. A última lista de signatários do pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) registrava 94 assinaturas, entre deputados e senadores. O PT, com 66 deputados, entregou sete assinaturas na Câmara, pouco mais de 10% de toda a bancada. Entre os senadores, oito dos nove.

Quem foi
Entre os senadores, a única defecção veio justamente do líder de Lula na Casa, Randolfe Rodrigues (PT-AP). Não à toa, não foi reeleito.

Troca e pressão
Quem puxa a lista da CPMI é a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que lembra as manobras do governo Lula para barrar a investigação.

Só depois
O neolulista Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso com o poder de instalar a comissão, ainda não foi procurado pela deputada.

Falta muito
O pedido só pode ser protocolado com pelo menos 198 assinaturas. É preciso o apoio de 171 deputados federais e mais 27 senadores.

BTG banca Nexus, mas valoriza Paraná Pesquisas
Há meses a Nexus/BTG divulga os resultados de sua pesquisa sobre a corrida eleitoral de 2026. Porém, apesar de bancar esses levantamentos semanais associados a seu nome, o BTG parece preferir confiar no trabalho do instituto Paraná Pesquisas. É que o maior banco de investimentos do País e do continente contratou levantamentos nacionais de intenção de voto do Paraná Pesquisas, com exclusividade, apenas para “consumo interno” e de um grupo seleto de grandes investidores.

Ninguém tasca
Gigante do mercado, o BTG optou pelo instituto cujos números têm sido sempre confirmados pelas urnas, a cada eleição.

A sete chaves
Valores dos contratos não são divulgados, mas o custo de cada pesquisa nacional presencial, rica em detalhes, pode passar dos R$200 mil.

Sem queixas
A Nexus á da FSB, empresa de comunicação e assessoria que faturou no governo Lula mais de R$296 milhões, entre 2023 e meados de 2026.

Show do Nikolas
O vídeo “O Nordeste foi esquecido”, do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), pode passar hoje das 150 milhões de visualizações no Instagram. E bateu outro recordo mundial: foi o vídeo sem áudio mais visto na História.

Deixa a PF trabalhar
Lula tenta fugir do escândalo dos negócios de Lulinha em seu governo, dizendo que Roberta Luchsinger “é problema da PF”, mas o problema o dele, assim como a obrigação de deixar a Polícia Federal trabalhar.

Não existe petista grátis
Viralizaram imagens de Lula conferindo se a aliança continuava no dedo, após dar a mão a apoiadores. Eleitores bolsonaristas não perdoaram, pedindo nas redes sociais “100 anos de perdão” para o mão leve.

E o Marcola?
Ao Tribunal Superior Eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) reforçou que de nada adianta o sigilo telefônico de Lula ser aberto, já que o petista não usa celular. Flávio cobrou a quebra do sigilo do ex-assessor Marcola.

Generalíssimo Janones
André Janones (Rede-MG) não quer que os seguidores saiam da live, que promete durar 24h, nem mesmo para dormir. Inventor do “Exército de Lula”, falou para os apoiadores arrumarem substitutos para o cochilo.

Deu ruim
Hugo Motta (Rep-PB) tentou surfar nas redes sociais com o perdão a caloteiros do MEI, mas saiu pela culatra. A postagem no X teve mais críticas e cobranças do que curtidas. Mais de o dobro.

Água e óleo
Sites especializados em mercado financeiro foram uníssonos ontem (21), a Ibovespa e a intenção de voto em Lula caminham para lados opostos. Enquanto o petista supostamente subiu, a Bolsa de Valores caiu.

Gratidão
Voluntários que adesivavam carros em semáforo de Brasília contaram com visita inesperada de Flávio Bolsonaro (PL), que passava pelo trajeto, viu os apoiadores e fez questão de parar, descer e agradecer a todos.

Perguntar não corta ponto
Com a escala 5×2 e a outra demagogia de tarifa zero no fim de semana, quem vai dirigir os ônibus?

PODER SEM PUDOR

Santo trote
O deputado Padre Nobre tomava banho de imersão todo final de tarde, com direito a sais e espuma. Seu colega Nelson Thibau (MDB-MG) fez uma brincadeira: telefonou durante o banho dizendo ser o arcebispo de Brasília, dom José Newton. O padre-deputado só descobriria o trote no dia seguinte. Ficou furioso. Após alguns dias, tocou o telefone de novo: “Aqui é dom José Newton, Padre Nobre”, disse a voz. “Vá arrumar o que fazer, vagabundo!”, gritou e desligou com raiva. Levou tempo até que ele conseguisse o perdão do arcebispo. Dom José Newton simplesmente não entendia o porquê da agressão ao telefone.

* Cláudio Humberto, com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos (Instagram: @diariodopoder) – www.diariodopoder.com.br

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