Sábado, 13 de julho de 2024

Alcolumbre pressionou STF a “cassar” deputados

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), “sentou praça” no Supremo Tribunal Federal tentando a “cassação” de sete deputados de maioria bolsonarista, segundo revelaram parlamentares ligados à polêmica. Quase conseguiu. A cassação era defendida por ministros como Alexandre de Moraes, adversário de Jair Bolsonaro. As razões de Alcolumbre eram paroquiais: queria exibir poder contra adversários políticos em seu Estado, o Amapá.

Mão lava a outra

A jogada era se credenciar junto a Lula, entregando-lhe quatro aliados na Câmara em troca do apoio oficial à sua ambição de presidir o Senado.

Alvos políticos

Alcolumbre queria entregar de bandeja a Lula cabeças como a de Sônia Waiãpi (PL), autêntica espinha de pirarucu atravessada na sua garganta.

Embate no STF

Teve até bate-boca de Moraes com Barroso, mas prevaleceu a tese do presidente: os deputados haviam sido eleitos segundo regras vigentes.

Manda quem quer

O STF alterou as normas, novamente legislando sobre matéria pertinente ao Congresso, para redefinir o destino das “sobras eleitorais”.

Fávaro bajula invasores do MST e revolta o campo

O ministro Carlos Fávaro (Agricultura) tentou melhorar sua relação com o presidente Lula e os petistas, que sempre o encaram com desconfiança, e passou a bajular o MST, enfurecendo aqueles com os quais tem a obrigação de lidar: os agricultores, produtores e profissionais do campo de todo o Brasil. Ele fez declaração em defesa de “acabar” o que chamou de “preconceito” contra os bandoleiros amigos do alheio, que levam a vida invadindo propriedades privadas, além de promoverem vandalismo.

Crime relativizado

Em sua declaração que provocou revolta, Fávaro também revelou visão condescendente, relativizando o crime de invasão de propriedades.

‘Legítimo”

O ministro da Agricultura chegou a afirmar que o grupo seria “um movimento legítimo de sonho pela terra”.

Que CPI?

Carlos Fávaro faz de conta que não tomou conhecimento das denúncias de crimes e exploração de assentados apuradas na CPI do MST.

Mentiu, dançou

Está inelegível por 8 anos, por mentir demais na campanha eleitoral, o atual presidente do Iphan, Leandro Grass (PV), que ganhou a boquinha após perder feio para Ibaneis Rocha na disputa pelo governo do DF.

Susto de mentirinha

Fernando Haddad (Fazenda) jurou que “assustaria” deputados a planilha precificando em R$17 bilhões a desoneração do setor de eventos. Mas os parlamentares tinham números que expuseram o levantamento fake.

Democracia relativa?

Ao negar habeas corpus ao ex-deputado Daniel Silveira, o ministro Luiz Fux informou prevalecer o entendimento de negar medida do tipo contra decisões de relator ou do próprio STF. Direitos individuais, inclusive previstos na Constituição, parecem estar agora em plano secundário.

Aparelhando TV

A ocupação de espaço da TV Brasil pela presidente do PT, partido do governo, lembra que agiu certo o presidente Javier Milei ao extinguir a TV pública do seu país, igualmente aparelhada por políticos oportunistas.

Plantação

Suposta intriga entre Ricardo Salles (PL-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi refutada pelo deputado, que garante ser nota “plantada” na imprensa: “Nada altera a gratidão e o reconhecimento por tudo”, disse.

Prévia

“Se o PL da Censura for aprovado, essa será a nova realidade do nosso país”, alerta o deputado federal Maurício Marcon (Pode-RS) após Facebook e Instagram passarem parte da tarde de ontem (5) fora do ar.

Vacinação ampliada

O governo do Distrito Federal ampliou a faixa de vacinação contra a dengue, que antes atendia apenas crianças de 10 e 11 anos. Jovens de 12 a 14 anos também já podem procurar uma UBS para se imunizar.

Dengue avança

Números do próprio Ministério da Saúde comprovam que o governo Lula patina no combate à dengue. Foram 1,6 milhão de casos prováveis em todo 2023 contra 1,2 milhão somente nos dois primeiros meses de 2024.

Pergunta no buffet

Mandato para ministros do STF vai ser assunto de Lula com senadores?

PODER SEM PUDOR

Cafezinho impertinente

O jornalista Aparício Torelli, o “Barão de Itararé”, terror dos poderosos, foi preso em 1935 e levado à presença do juiz Castro Nunes. “A que o sr. atribui a sua prisão, seu Aparício?” Ele respondeu: “Tenho pensado muito, excelência, e só posso atribuí-lo ao cafezinho.” O juiz ficou curioso: “Como assim?” Obteve a resposta: “Vou explicar. Eu estava no Café Belas Artes, tomando o meu oitavo cafezinho e pensando em minha mãe, que sempre me advertiu contra o excessivo consumo de café. Nesse momento, chegaram os policiais e me deram voz de prisão. Só pode ser um castigo pelo abuso do cafezinho…”

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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