Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Alexandre de Moraes abre inquérito para apurar o vazamento de dados de ministros do Supremo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares, possivelmente por servidores da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A existência da apuração foi noticiada pelo portal Poder360 e confirmada pelo jornal O Globo. O inquérito já tem número e está em tramitação no STF. A Receita Federal já teria sido notificada da medida.

O inquérito tem por objetivo esclarecer se houve acesso irregular às informações fiscais e bancárias dos magistrados, identificar quem consultou esses dados, em que datas e sob que justificativa.

A abertura do inquérito ocorre em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci.

Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.

Antes, o colunista Lauro Jardim, também do Globo, havia informado que o contrato de prestação de serviço havia sido apreendido em operação da Polícia Federal (PF).

Também em dezembro, Malu Gaspar informou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master.

Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.

Esse não é o primeiro episódio recente em que o STF e a Receita divergem sobre o uso de dados fiscais envolvendo autoridades.

Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte e outras autoridades, citando “indícios de desvio de finalidade” no direcionamento das apurações, e afastou temporariamente dois servidores por suspeita de quebra indevida de sigilo.

Na ocasião, o Supremo entendeu que não havia indícios suficientes de irregularidade dos contribuintes para justificar a devassa fiscal promovida pelo órgão.

A decisão de 2019 foi proferida no contexto de um inquérito mais amplo, aberto pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar fake news e ameaças contra a Corte, e incluiu a determinação de paralisação das apurações que supostamente teriam acessado dados sem os devidos indícios de irregularidade. (Com informações do jornal O Globo)

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