Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Alexandre de Moraes autoriza médico particular de Bolsonaro a acompanhar junta médica da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o médico particular de Jair Bolsonaro (PL), Dr. Cláudio Birolini, acompanhe a junta médica a qual o ex-presidente será submetido.

Na última semana, Moraes determinou que Bolsonaro fosse transferido da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, um espaço reservado a autoridades no Complexo da Papuda, em Brasília.

Com isso, o ministro também mandou que o ex-presidente fosse submetido a uma junta médica, composta por médicos da Polícia Federal, para avaliação do seu quadro clínico, necessidades para cumprimento da pena, bem como sobre a necessidade de transferência para o hospital penitenciário.

O ministro questionou a defesa e a PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a indicação de assistentes técnicos para acompanhar a perícia. Os advgados indicaram Cláudio Birolini. Já a PGR afirmou que não indicaria nenhum assistente complementar.

A determinação de Moraes se deu após uma série de declarações de aliados e de familiares de Bolsonaro a respeito da fragilidade da saúde do ex-presidente, segundo eles, piorada na cela da Superintendência da Polícia Federal. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

A defesa insiste em tentar enviá-lo para prisão domiciliar. Na decisão da última semana, Moraes deixou a questão em aberto. Disse que uma possível transferência à domiciliar dependeria do quadro de saúde do ex-presidente e a impossibilidade de a Papudinha atender às demandas médicas.

Moraes barra em perícia médica de Bolsonaro perguntas sobre preferência por prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), barrou nesta segunda-feira (19) seis perguntas da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para a perícia médica à qual o ex-presidente será submetido.

De acordo com o relator da trama golpista, as questões “transbordam do objeto pericial, tendo em vista que demandam análise subjetiva da legislação, incabível à perícia médica”. Os advogados indicaram mais de 40 quesitos.

As perguntas vetadas abordam a prisão domiciliar. “O paciente [Bolsonaro] necessita de infraestrutura de saúde domiciliar complexa e contínua (uso de dispositivos, controle clínico frequente, suporte nutricional, prevenção de quedas, acesso hospitalar imediato), o que seria viável apenas em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado?”, questiona uma delas.

A realização da perícia foi determinada por Moraes para que o ministro decida sobre a manutenção do ex-presidente na Papudinha, como é conhecida a unidade da Polícia Militar que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, ou sua transferência para um hospital penitenciário. Com informações dos portais G1 e Folha de São Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Roseana Sarney é internada com pneumonia enquanto trata câncer de mama triplo negativo
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play