Domingo, 16 de junho de 2024

Alexandre de Moraes mantém o ex-ministro da Justiça Anderson Torres na cadeia e nega visita dos senadores Flávio Bolsonaro e do Marcos do Val

O ministro do Supremo Alexandre de Moraes decidiu manter o ex-ministro da Justiça Anderson Torres preso no 19º Batalhão de Polícia Militar, em Brasília. A determinação ocorreu após um laudo psiquiátrico informar que ex-delegado da Polícia Federal está em “bom estado geral” e não precisa ser transferido para o hospital penitenciário.

Na mesma decisão, Moraes autorizou a visita de 38 senadores ao ex-ministro – com a limitação de cinco senadores por visita, que devem ser realizadas somente aos finais de semana. No entanto, os nomes dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES) foram vetados, devido ao entendimento que há uma “conexão” entre investigações envolvendo ambos e o ex-ministro.

Entre os parlamentares que foram autorizados a visitar Torres estão Sergio Moro (União-PR), Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Izalci Lucas (PSDB-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Em ofício encaminhado ao ministro do STF, os advogados de Anderson Torres afirmam que o encontro com senadores e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro pode ajudá-lo com a enfrentar uma “profunda depressão”.

O ex-ministro da Justiça está preso desde janeiro. Ele é investigado por omissão e participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, período que estava de férias no Estados Unidos enquanto exercia a função de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e interferência no primeiro turno de eleições presidenciais de 2022. Na condição de ministro da Justiça, Torres teria articulado junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) uma série de blitze em regiões do Nordeste onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Atos

O ministro Moraes mandou soltar quarenta pessoas que foram presas durante os atos de golpistas de 8 de janeiro. Os acusados se tornaram réus na Corte após serem denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Pela decisão, 26 homens e 14 mulheres que foram soltos deverão cumprir medidas cautelares diversas de prisão, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país, suspensão de autorizações de porte de arma e de certificado de CAC, entrega do passaporte e apresentação semanal à Justiça.

Com a decisão de Moraes, dos 1,4 mil presos nos atos antidemocráticos, 253 pessoas (67 mulheres e 186 homens) permanecem detidas.

Os envolvidos respondem pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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