Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de maio de 2022
Apesar dos porcentuais baixos no Datafolha e no Ipespe, a equipe de Simone Tebet (MDB) tem a expectativa de que, na metade da semana que vem, ela apareça ao redor de 5%, como resultado da exposição dos últimos dias. Eles não creem num avanço rápido, mas dizem que é necessário tirá-la do patamar de 1% ou 2%.
Já a cúpula do PSDB considera que a situação de Simone não deve mudar muito no próximo mês. A prioridade deles é resolver impasses regionais.
Parceria dos tucanos
Mesmo fora (até aqui) da campanha nacional, Eduardo Leite, será decisivo para selar a parceria dos tucanos com Simone Tebet (MDB). Para o PSDB, é indispensável o apoio do MDB na eleição do Rio Grande do Sul, segundo Bruno Araújo. O nome de Leite facilita a negociação. “Aí sim, o quadro nacional pode pesar nas decisões do Estado”, diz o gaúcho Germano Rigotto (MDB), um dos coordenadores da campanha de Tebet. O MDB sempre teve candidatos no RS.
Aliados bolsonaristas
Pessoas próximas a Jair Bolsonaro tentam convencer o presidente a evitar conflitos em Estados onde poderá ter aliados em um eventual 2º turno. Um dos focos de atenção está em Goiás, onde bolsonaristas abriram guerra contra o governador Ronaldo Caiado (União). Nas pesquisas de intenção de voto, ele aparece em primeiro, bem na frente do bolsonarista Major Vitor Hugo (PL). Ainda assim, Bolsonaro vem se empenhando por Vitor Hugo. Primeiro, tentou emplacá-lo na vice-presidência da Câmara, e ontem esteve no Estado ao seu lado. Há um mês, em um evento com Bolsonaro, aliados de Vitor Hugo organizaram uma vaia contra Caiado, e Bolsonaro também não o poupou: disse que o governador “colhe o que planta”.
Ex-inimigos
Caiado e Bolsonaro romperam durante a pandemia, quando o governador baixou medidas para frear o avanço da covid, como o fechamento do comércio, e criticou o presidente por minimizar a gravidade da doença. Depois, voltaram a se falar. O União Brasil, partido de Caiado, tem como presidenciável Luciano Bivar.
Ainda assim, Caiado não descarta retomar o diálogo com Bolsonaro. Aliados dizem que o presidente não está em condições de recusar palanques competitivos nos Estados e acreditam que, mesmo indiretamente, o governador já está associado ao bolsonarismo. Por isso, creem ao menos numa trégua.
Apoiador de Bolsonaro, o deputado José Mario Schreider (MDB-GO), presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, diz apoiar Caiado, não Vitor Hugo. “Caiado sempre representou o agro”, diz.