Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de maio de 2026
Anitta contou como o autoconhecimento a ajudou a lidar com as dores invisíveis do sucesso ao longo da carreira. A cantora, de 33 anos, debateu sobre angústia existencial e analisou os momentos em que o vazio e o choro inexplicável mostraram que ela estava desconectada de si mesma no 1º episódio do podcast Filosofia para Viver, da professora de filosofia Lúcia Helena Galvão.
“No seu documentário, tem uma passagem em que você fala que, de vez em quando, chora e não sabe muito bem por quê. Você acha que por trás disso tem alguma angústia existencial mal resolvida? Alguma coisa que você ainda está buscando?”, questionou Lúcia Helena.
De coração aberto, Anitta respondeu: “Eu tinha muito isso, assim, em muitos momentos da minha vida eu simplesmente entrava em um buraco muito profundo e eu ficava nesse buraco, eu chorava assim, parecia que eu estava… era um bebê ainda que acabou de nascer. Era um choro profundo, um buraco profundo. Eu não via sentido na vida. Tinha momentos em que eu não via por que eu estava viva, sabe? Era uma coisa muito dolorida que eu não entendia”.
A artista contou que buscar se conhecer foi fundamental para que ela evoluísse. “E, depois de dois anos para cá, quando eu comecei a mergulhar no autoconhecimento e a entender cada padrão, cada ciclo repetitivo da minha vida, cada buraco, aonde estava cada vazio, como eu conseguiria preencher, só eu comigo mesma conseguiria me preencher e me amar e me aceitar e me enxergar sem culpa, sem vergonha… Aí, a cada dia que foi passando, eu sentia menos e menos e menos. E, hoje em dia, é muito raro eu ter algum momento assim. Nunca mais tive tão profundo assim. Às vezes até vem um chorinho, mas assim…”, confessou.
Anitta revelou que tinha um padrão de comportamento antes de se conhecer profundamente. “Antes eu ficava muito querendo saber o porquê. O que está acontecendo? Por que eu estou aí? Eu dava motivos para esses choros, né? É por que tal coisa aconteceu, é por que Fulano fez isso comigo. Eu tinha muito essa mania de: ‘ah, por que Fulano fez, Beltrano… ” Nunca eu fiz, era sempre os outros. E hoje aprendi. Nossa, quando comecei a aprender o quanto que eu fiz, eu fiquei: ‘Nossa, eu mesma, que tosco’. Hoje eu acredito nisso, que a gente mesmo é que cava os destinos da nossa vida, né?”, avaliou.