Terça-feira, 28 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de abril de 2026
Batidas, quedas e dores de cabeça estão entre os acidentes e mal-estares mais frequentes durante a rotina escolar. No Colégio João Paulo I (JPSul), no bairro Ipanema, em Porto Alegre, uma equipe própria de socorro realiza, em média, mais de 30 atendimentos por dia para dar suporte a estudantes e funcionários.
Criado em 2021, o projeto Anjos da Escola conta com dois enfermeiros, dois técnicos em enfermagem e duas ambulâncias disponíveis para situações de urgência e realiza quase 500 atendimentos por mês. No ano passado, foram 5.796. A maioria dos casos (953 atendimentos) foi de alunos que sofreram pancadas ou batidas, quase todas durante o recreio. Depois, vieram registros de dor de cabeça (877 atendimentos) e, na terceira posição, aparecem quedas (684 atendimentos). Dor abdominal (342 atendimentos) está entre as ocorrências menos frequentes registradas.
O ambulatório da escola dispõe de estrutura para atendimentos de primeiros socorros, com equipamentos como macas, desfibrilador e monitores de oxigênio. Em casos de menor complexidade, procedimentos como pequenas suturas também podem ser realizados no local, conforme a equipe responsável.
“Aqui, a gente também faz até suturas menos graves, se necessário. Foram feitas seis ano passado. Contamos hoje com uma estrutura semelhante à de uma unidade semi-intensiva de um hospital”, explica o coordenador da equipe, o enfermeiro Felipe Chaves.
Todos os registros são catalogados e, antes de qualquer medicação, a família do estudante é sempre consultada por telefone. Ao fim do atendimento, cada paciente-aluno recebe um adesivo. Para os alunos da educação infantil, ele é chamado de “adesivo da coragem”.
Além do atendimento diário, o grupo atua na capacitação de funcionários em primeiros socorros, em conformidade com a Lei Lucas, que exige treinamento em situações de emergência em instituições de ensino. Segundo o coordenador do projeto, a redução dos episódios de engasgo é reflexo da formação dos funcionários: “Em 2025 foram dois casos de engasgo de alunos, mas no primeiro ano da nossa atuação foram seis. Nos casos mais recentes, um dos alunos foi socorrido por uma professora e o outro por um monitor”.
Os registros dos atendimentos também têm servido para prevenção. A partir do mapeamento dos acidentes, a escola passou a adotar mudanças estruturais em áreas consideradas de risco, como a instalação de uma escada em um trecho onde havia recorrência de quedas.
O diretor de ensino do Colégio João Paulo I (JPSul), Eduardo Castro, diz que o Anjos da Escola é um exemplo do que a instituição quer significar à comunidade escolar. “Além da excelência acadêmica, também somos um espaço seguro e de acolhimento para garantir o bem-estar dos nossos alunos”.
Atualmente, o Anjos da Escola também presta atendimento a outras oito instituições de ensino da zona sul da Capital.
Sobre o Colégio João Paulo I
Instalado no bairro Ipanema em 1993, na propriedade que pertenceu ao escultor Vasco Prado (1914-1998), o Colégio João Paulo I (JPSul), de Porto Alegre, é uma das escolas mais premiadas do Rio Grande do Sul, com mais de 900 alunos. Nos dois últimos anos, lidera o ranking do Enem em Porto Alegre. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, destaca-se por uma proposta pedagógica baseada no conhecimento, no trabalho, na autonomia e no afeto, envolvendo a família como parte fundamental do processo de aprendizagem.