Sábado, 24 de janeiro de 2026

Aparelhos ilegais: “Gatonet” atinge 8 milhões de usuários no país. Anatel alerta para riscos

O mercado de aparelhos ilegais de IPTV, conhecidos como “TV Box” e “Gatonet” – usados para acessar serviços de streamings de vídeo e TV por assinatura – já atinge 8 milhões de usuários e movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo dados Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apenas em 2025, foram removidos cerca de R$ 166 milhões em produtos piratas do mercado digital.

No País, “gatonet” é um termo que se refere à recepção não autorizada do sinal de TV por assinatura. Os equipamentos recebem o sinal de canais pirateados como se fossem serviço de streaming. Muitas dessas plataformas são acessadas em TV boxes, também conhecidas como aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, que permitem assistir a conteúdos exclusivos pela televisão.

Os aparelhos podem ser usados no Brasil, mas precisam de homologação da Anatel. A lista de dispositivos autorizados pela agência pode ser encontrada no site da agência, aplicando o filtro “Tipo de produto” e selecionando “Smart TV Box”.

De acordo com um levantamento efetuado pela Anatel, cerca de 4 milhões a 6 milhões de usuários utilizam IPTV pirata de forma recorrente no país, podendo chegar a 8 milhões se considerados usuários ocasionais ou compartilhamento de acessos.

A agência ressalta que o número de usuários do serviço pirata não é direta, porque é uma atividade clandestina. Por isso, a estimativa é feita de forma técnica a partir da combinação de métodos indiretos.

Perdas

Quando o consumidor utiliza serviços piratas, o mercado legal deixa de faturar valores expressivos, estimados atualmente entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões por ano.

Segundo a agência de telecomunicações, o número de usuários de dispositivos piratas possui maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. O Rio de Janeiro ocupa o terceiro lugar, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

A estimativa é que no Estado cerca de 500 mil usuários façam utilizem o serviço ilegal de IPTV, considerando os assinantes de operadoras legalizadas. Para a agência, “esse número pode ultrapassar 1 milhão de usuários se considerarmos as empresas clandestinas que não possuem outorga na Anatel e atuam no Estado”.

Preço acessível

Atualmente, para assistir a um filme, série ou evento ao vivo, duas coisas quase sempre são necessárias: saber onde está disponível a atração e assinar um serviço de streaming e/ou TV por Assinatura (TV Box).

Uma TV Box com assinatura combina o aparelho físico com serviços de TV por assinatura, como os da Claro tv+ (antiga Sky/Claro TV), que oferece mais de 120 canais, integração com streamings (Netflix, Disney+, HBO Max etc) e instalação técnica, com mensalidades que variam. Há opções que custam R$ 59,90 nos três primeiros meses de contrato, passando depois para R$ 99,90 por mês.

Também há opções de aluguel de box — Way por R$ 19,90/mês — ou compra de aparelhos avulsos —Amazon Fire TV, Chromecast —, que variam de R$ 200 a R$ 500, dependendo do modelo. Eles usam seus próprios apps de streaming, sendo a assinatura vinculada a esses serviços, e não ao aparelho em si.

Individualmente, também é possível contratar serviços de streaming, assinando vários ao mesmo tempo. Caso um usuário assinasse os serviços de oito streaming, que ainda não representam a totalidade das opções disponíveis no Brasil, o gasto mensal seria de mais de R$ 300.

“Nem todo mundo tem condições de ficar pagando caro nessas coisas e a gente batalha tanto no dia a dia, que só quer chegar em casa e ter o prazer de ver um bom filme ou série”, desabafa uma moradora do Rio.

Riscos

A Anatel explica que o uso de IPTV pirata expõe o usuário a uma série de riscos que vão muito além da simples perda de qualidade do serviço. Apesar de parecer atrativo acessar uma infinidade de streamings de graça ou a preços mais baixos, a agência e associações do setor alertam que os “gatonets” podem ser muito perigosos, deixando o usuário vulnerável a acessos maliciosos aos seus dados, a outros aparelhos da casa e até mesmo os fazendo virar robôs de ataque em iniciativas criminosas pelo mundo (botnets).

“Esses serviços costumam operar por meio de aplicativos e dispositivos não homologados, frequentemente associados à presença de malwares, capazes de capturar dados pessoais, senhas e até informações financeiras, comprometendo a segurança digital e a privacidade do usuário”, ressalta a agência.

O órgão ainda destaca que os consumidores que usam serviços de IPTV piratas estão sujeitos a operações de bloqueio e desligamento desses produtos. Eles podem ser interrompidos a qualquer momento, sem aviso prévio ou qualquer garantia de continuidade. (As informações são do jornal O Dia)

 

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