Sexta-feira, 06 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de março de 2026
Existem até agora 111 aparelhos de celular apreendidos nas operações da Polícia Federal (PF) envolvendo o banco. Cinco deles só de Vorcaro. Segundo os investigadores, apenas 10% deste total foram analisados até a última quarta-feira (4).
A equipe de peritos foi reforçada recentemente e há um trabalho conjunto entre analistas de São Paulo e Brasília ligados à Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal para examinar todo material telefônico e telemático das apreensões.
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda terá que decidir futuramente sobre remeter ou não o caso Master para a primeira instância da Justiça Federal.
Segundo pessoas próximas a ele, se as investigações apontarem indicativo claro de envolvimento de suspeito com prerrogativa de foro, o caso continuará sob a sua relatoria no Supremo.
A intenção é dar o máximo de transparência às decisões relacionadas ao Master sem prejuízo das apurações polícias em curso e que estão por vir.
O presidente do STF, Edson Fachin, colocou-se à disposição para oferecer reforço de servidores ao gabinete do ministro André Mendonça no caso Master.
O ministro já havia determinado a designação de um juiz auxiliar exclusivamente para a relatoria do caso do INSS. É bastante provável que, em breve, também haja necessidade de reforçar a equipe do gabinete responsável pelo caso Master.
Prisão federal
O ministro André Mendonça decidiu nessa quinta-feira (5) autorizar a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela Polícia Federal (PF).
No requerimento encaminhado ao Supremo, a PF solicitou a remoção imediata do empresário do sistema prisional estadual. A corporação argumentou que a medida seria necessária para garantir condições adequadas de segurança durante o período de custódia.
No documento enviado ao STF, a Polícia Federal afirmou que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”. Segundo a corporação, a transferência para uma unidade federal permitiria maior controle sobre a situação do preso e reduziria riscos associados à sua permanência em um presídio estadual.
Ao analisar o pedido, Mendonça destacou que a solicitação da PF também mencionava possíveis riscos relacionados à permanência de Vorcaro em uma unidade prisional de São Paulo. De acordo com o ministro, o relatório da investigação apontou elementos que, na avaliação da polícia, justificariam a adoção de medidas adicionais de segurança.
Na decisão, o ministro reproduziu parte do argumento apresentado pelos investigadores. Segundo ele, o pedido indicava que “o risco à segurança pública em decorrência da permanência de Daniel Bueno Vorcaro em presídio estadual no Estado de São Paulo deriva da análise dos elementos informativos coligidos ao longo da investigação, que indicam que o referido investigado detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado”.
A avaliação da PF levou em conta informações reunidas ao longo das apurações conduzidas pela corporação. Os investigadores sustentam que a eventual capacidade de articulação do empresário poderia representar um fator de risco institucional caso ele permanecesse em uma unidade do sistema prisional estadual.
Antes da decisão que autorizou a transferência, Vorcaro havia sido encaminhado para a Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. A unidade seria o local onde o empresário permaneceria inicialmente após a decretação da prisão preventiva. (Com informações do portal de notícias G1)