Sábado, 17 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de janeiro de 2026
Apenas seis pontos monitorados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estão impróprios para banho no Rio Grande do Sul. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16), por meio do sexto boletim do Programa Balneabilidade temporada 2025/2026. O levantamento é referente às coletas de águas realizadas entre os dias 12 e 13 de janeiro. Ao todo, são verificados 96 praias e balneários de 45 municípios do Estado.
Nesta semana, todos os pontos analisados no Litoral Norte continuam próprios para banho. Dois pontos monitorados em Pelotas — na Praia do Totó e no Balneário Valverde, na Avenida Sen. Joaquim A. Assumpção — saíram da lista impróprios, enquanto o Balneário do Rio Camaquã, em Cristal, passou a integrar a relação.
Locais impróprios para banho
* Cerrito – Balneário Cerrito – Rio Piratini;
* Cristal — Balneário do Rio Camaquã;
* Osório — Lagoa do Peixoto;
* Pedro Osório — Balneário Pedro Osório – Rio Piratini;
* Pelotas — Valverde – Trapiche;
* Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini.
Recomendações aos banhistas
* Entrar na água apenas em locais com condição própria para o banho;
* Evitar tomar banho em época chuvosa, nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em períodos de cheia dos rios ou em canais pluviais, saídas de córregos ou rios que afluem nas praias;
* Não tomar banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde;
* Destinar atenção especial a crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
O ponto de coleta da Lagoa Peixoto, em Osório, apresentou alto índice de cianobactérias (129.267 células/ml — o limite é 50.000 células/ml), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio ao banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Microcystis sp., Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp.) são potenciais produtores de microcistinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.
Monitoramento
Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005. Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.
O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.
A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentarem resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.