Segunda-feira, 04 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 4 de maio de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nessa segunda-feira (4) após operar o ombro direito no hospital DF Star, em Brasília (DF). O procedimento foi realizado no manguito rotador e em lesões associadas na última sexta-feira (1º). A informação foi divulgada pela equipe médica responsável pelo atendimento do ex-presidente e depois confirmada em boletim médico.
Em coletiva de imprensa, a equipe médica de Jair Bolsonaro disse que ele usará uma tipoia no braço durante seis semanas e fará fisioterapia.
O tratamento do antigo chefe do Executivo, que pode durar até nove meses, também consiste em alívio para a dor. Na cirurgia, houve a instalação de um cateter intramuscular que realiza analgesia contínua.
O ortopedista Alexandre Firmino, que cuidou de Bolsonaro durante a internação, afirmou que o ex-presidente estava evoluindo “de forma adequada”. Segundo o médico, o tratamento também envolvia fisioterapia motora e pulmonar.
Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atualizava o estado de saúde do marido por meio das redes sociais. Na noite de sexta-feira (1º), ela contou que Bolsonaro “conseguiu tomar sopa” e estava respirando sem apoio de oxigênio nasal.
“O Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento – que é normal não se mexerem por conta do anestésico – já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus!”, escreveu Michelle.
Já no domingo (3), ela disse estava “chateado” por não conseguir se alimentar sozinho. Por ser destro, precisa de ajuda nas atividades motoras.
“Passando para informar que ele está tendo uma boa evolução, com a dor controlada. Está apenas um pouquinho chateado, pois ainda não consegue se alimentar sozinho. Como a cirurgia foi no ombro direito e ele é destro, isso o impossibilita neste momento. Estou o ajudando em suas limitações. Já fez a troca de curativos e está sendo avaliado pela equipe médica”, disse Michelle em suas redes sociais.
O quadro de Bolsonaro teria piorado depois de uma queda em janeiro, quando estava preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo plano de golpe.
No final de março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou Bolsonaro a cumprir pena em sua casa por um período de 90 dias. O magistrado justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral. (Com informações da CNN Brasil e da Gazeta do Povo)