Sábado, 17 de janeiro de 2026

Após críticas, Tarcísio faz acenos a Bolsonaro e diz trabalhar pela prisão domiciliar do ex-presidente

Criticado por bolsonaristas por não se engajar na pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez acenos à família Bolsonaro e disse que trabalha para viabilizar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio negou ter pretensão de disputar a Presidência neste ano e disse apoiar Flávio.

“Tem uma questão humanitária aí que está em jogo. O (ex) presidente não está bem de saúde”, disse o governador. “Engrosso o coro pela prisão domiciliar e vamos trabalhar muito para que haja sensibilidade e que Deus toque o coração dessas pessoas que têm o poder de decidir”, afirmou, em referência ao Supremo Tribunal Federal, responsável por definir uma eventual prisão domiciliar.

Tarcísio falou com a imprensa em Suzano, na região metropolitana da capital, horas antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes, de transferir o ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a “Papudinha”. Bolsonaro está preso desde novembro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Desde o ano passado, o governador tem procurado ministros do STF para pedir a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Em outro aceno a bolsonaristas, Tarcisio descartou uma eventual candidatura presidencial, reiterou que tentará a reeleição em São Paulo e disse que a direita “estará unida” em torno do mesmo candidato. “Nunca desisti (da candidatura presidencial) porque nunca teve essa candidatura”, afirmou.

“Sempre digo que meu projeto é reeleição, reeleição, reeleição”, disse o governador. A afirmação foi feita um dia depois de a esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, escrever que o país precisa de um “novo CEO” ao comentar um post em uma rede social do governador. Antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou nas redes um vídeo de Tarcísio fazendo um discurso nacional, crítico ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O gesto de Michelle foi visto por bolsonaristas como um recado velado a Flávio e uma indicação de apoio a Tarcísio.

Tarcísio minimizou as críticas de bolsonaristas e disse que apoiará o filho de Bolsonaro na disputa presidencial. “Para mim o Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato e vai ter nosso apoio”, afirmou. “A direita estará unida em torno de um nome e meu nome é Flávio.”

O governador desconversou também ao falar de sua defesa de que o país precisa de um “novo CEO”, que foi replicada por sua esposa. Tarcísio disse que foi um “desabafo contra o PT”.

Tarcísio aparece em terceiro lugar na disputa presidencial, no primeiro turno, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (14). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas Flávio e Tarcísio diminuíram a diferença em relação a Lula, na comparação com a pesquisa de dezembro do instituto. (Com informações do Valor Econômico)

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