Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de julho de 2026
O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) decidiu ampliar o esquema de segurança pessoal diante de informações recebidas por sua campanha sobre um aumento no volume de ameaças direcionadas a ele. Segundo integrantes da equipe, a medida foi adotada após um monitoramento que apontou crescimento de manifestações com conteúdo violento e potencial risco à integridade física do senador.
Como parte das mudanças, o efetivo responsável pela proteção de Flávio foi reforçado. O número de policiais destacados para acompanhá-lo em compromissos públicos e deslocamentos foi triplicado. Todos os agentes pertencem à Polícia do Senado, já que o parlamentar optou por não utilizar a segurança disponibilizada pela Polícia Federal. Além disso, a campanha informou que o pré-candidato passará a utilizar colete à prova de balas de forma permanente durante eventos e atividades públicas.
O reforço na segurança também envolve outras providências. Entre elas estão a ampliação do número de armamentos, equipamentos e viaturas à disposição da equipe encarregada da proteção do senador. Outra medida anunciada foi a implantação de um centro de comando com funcionamento ininterrupto, durante 24 horas por dia, destinado ao monitoramento de possíveis ameaças e à coordenação das ações de segurança.
De acordo com a campanha, a Polícia do Senado identificou mais de 2.000 ocorrências classificadas como ameaças desde o mês de junho, principalmente em plataformas de redes sociais. O levantamento aponta que, desse total, 868 foram consideradas ameaças explícitas, enquanto outras 647 foram enquadradas como manifestações de incitação à violência. Também foram registradas 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados a planejamento ou oportunidade para ataques.
A equipe do pré-candidato afirma que o monitoramento desses casos passou a ser intensificado diante do crescimento das ocorrências registradas nos últimos meses. Segundo a campanha, as medidas adotadas têm caráter preventivo e buscam reduzir riscos durante compromissos públicos e atividades eleitorais.
Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que as ameaças não irão alterar sua agenda política nem sua atuação durante a pré-campanha. “Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil”, declarou o senador.
A campanha presidencial também atribui parte do aumento das ameaças a declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por aliados. Como exemplo, cita um discurso de Lula realizado em junho, durante evento em Goiás, quando o presidente afirmou que, “antigamente, traidores eram enforcados”, ao comentar o papel atribuído pela família Bolsonaro na imposição de tarifas ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. A equipe de Flávio sustenta que esse tipo de declaração contribui para elevar o ambiente de hostilidade nas redes sociais e em manifestações direcionadas ao pré-candidato. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)