Terça-feira, 21 de maio de 2024

Após gafes, Casa Branca rejeita comentários sobre memória fraca de Joe Biden: “Gratuitos e inapropriados”

A Casa Branca e a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, classificaram nessa sexta-feira (9) como “gratuitos e inapropriados” os comentários sobre a memória do presidente Joe Biden incluídos em um relatório do procurador especial Robert Hur.

“A maneira como o comportamento do presidente foi caracterizado nesse relatório não poderia ser mais equivocada em relação aos fatos e [estava] claramente politicamente motivada”, disse Harris a repórteres.

O relatório apresentado por Hur (que desde o ano passado investigava a origem de documentos encontrados na casa e em um escritório de Biden) e o desempenho do presidente na coletiva noturna colocaram sua idade avançada, assunto particularmente desconfortável que paira sobre a sua candidatura à reeleição, de volta ao centro do debate político americano.

“Quando a conclusão inevitável é que os fatos e as provas não sustentam nenhuma acusação, nos perguntamos por que este relatório dedica tempo a fazer críticas gratuitas e inapropriadas ao presidente”, afirmou o porta-voz Ian Sams durante coletiva de imprensa.

O relatório absolve Biden, de 81 anos — já o mais velho presidente da História do país —, de ter gerenciado mal documentos classificados, mas, segundo Harris, que atuou anteriormente como procuradora, os comentários sobre a memória de Biden são “gratuitos, imprecisos e inapropriados”.

Em uma carta ao procurador especial, os advogados de Biden classificaram as numerosas referências à memória do presidente como “preconceituosas e inflamatórias”. E o próprio Biden, com visível frustração, expressou descrença com a ideia de que não sabia quando seu filho Beau havia morrido.

“Como diabos ele ousa levantar isso? Francamente, quando me fizeram a pergunta, pensei comigo mesmo: não era da conta deles. Não preciso que ninguém me lembre de quando ele faleceu”, disse Biden.

Hur foi designado pelo ex-presidente republicano Donald Trump como promotor federal para o distrito de Maryland em 2017, antes de ser nomeado pelo secretário de Justiça de Biden, Merrick Garland, como procurador especial para o caso dos documentos.

Idade em jogo

A campanha de Biden construiu sua estratégia em torno de dizer aos eleitores que as eleições de novembro são uma escolha entre o presidente, quaisquer que sejam as dúvidas que o público tenha sobre sua idade, e o oponente Trump, de 77 anos, a quem pintam como uma ameaça à democracia e às liberdades individuais.

Trump, por sua vez, cometeu sua própria série de tropeços verbais — recentemente confundiu a adversária republicana Nikki Haley com Nancy Pelosi e anteriormente confundiu os líderes da Hungria e da Turquia —, mas as sondagens mostram que os eleitores não questionam sua perspicácia da mesma forma que fazem com a de Biden.

Uma pesquisa da NBC News divulgada esta semana descobriu que os eleitores deram a Trump uma vantagem de 16 pontos percentuais na questão de quem era mais competente e eficaz — uma variação de 25 pontos desde 2020, quando Biden tinha uma vantagem de nove pontos sobre essa questão.

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