Quarta-feira, 19 de junho de 2024

Após troca na presidência, Bradesco passa por novas mudanças na diretoria

A diretoria do Bradesco está passando por um final de ano agitado: após a substituição do CEO Octavio de Lazari Jr. e a saída de executivos na semana passada, novos pedidos de demissão foram feitos nesta semana. A informação foi confirmada pelo banco.

Mais dois diretores-executivos do Bradesco pediram demissão: Marlos de Souza Araujo, responsável por gestão de risco, e Klayton Tomaz dos Santos, de organização, produtos e serviço.

Ambas as demissões foram justificadas por “motivos pessoais e novos desafios”, segundo fonte próxima do assunto falou ao jornal Valor Econômico.

O desligamento do diretor departamental de patrimônio, Adelmo Perez, e do diretor do banco de atacado, Alan Marinovic, também foi noticiado, sob a mesma alegação de motivos pessoais.

A assessoria do Bradesco confirmou a informação.

Nas últimas duas semanas, a alta diretoria do Bradesco está passando por grandes alterações.

No dia 23 de novembro, foi anunciada a troca de CEO, trocando Octavio de Lazari Jr por Marcelo Noronha. Lazari Jr, que atuou no cargo pelos últimos seis anos, foi convidado a se juntar ao Conselho de Administração, informou o banco em nota.

Além disso, também em 27 de novembro, Walkiria Marchetti, diretora-executiva de infraestrutura de TI e governança de TI, adiantou sua aposentadoria, abandonando o cargo.

Marchetti integrava o corpo do Bradesco desde 1981. Além disso, permaneceu como a única mulher na diretoria-executiva da instituição desde agosto quando Glaucimar Peticov, de recursos humanos e outras funções, pediu demissão. No conselho de administração do Bradesco ainda permanecem duas mulheres: Denise Aguiar e Denise Pavarina.

Seguida da troca de CEO do banco, Eurico Fabri, vice-presidente de atacado do banco, também renunciou ao cargo alegando questões pessoais.

Os pedido de demissões do Bradesco parecem estar acontecendo antes do período normal: historicamente o Bradesco costuma fazer uma movimentação em cargos de elevados da diretoria a cada início de ano.

Bradesco Asset

A Bradesco Asset iniciou nessa quarta-feira (6) a negociação de seu primeiro Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). A expectativa da gestora era captar R$ 320 milhões, mas foram levantados R$ 193 milhões.

Uma das razões apontadas foi a grande disponibilidade de ofertas realizadas na mesma janela de captação. Além disso, a opção pela modalidade de um Fundo de Investimento de Direitos Creditórios (FDIC) acabou tornando o Fiagro menos óbvio, em comparação aos já disponíveis no mercado – enquadrados, em sua maioria, como FII.

“Para atuar no agronegócio, buscamos diversificação e um duration [prazo de liquidação das operações] mais curto. Em operações mais longas, você acaba ficando mais exposto aos riscos da safra”, disse Eduardo Junqueira, gerente da área de crédito estruturado da Bradesco Asset.

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