Quarta-feira, 19 de junho de 2024

Apple processa empresa israelense que produz programa de espionagem e quer banir seus softwares para evitar novos abusos

A Apple está processando a NSO Group, a empresa de espionagem israelense famosa por seu programa Pegasus, capaz de fazer vigilância remota a partir do uso de smartphones.

Esta é a segunda vez que a NSO entra na mira de gigantes da tecnologia. Em 2019, o Facebook, que recentemente adotou o nome corporativo de Meta, processou a empresa israelense por supostamente espionar usuários do Whatsapp.

As ações na Justiça poderão definir parâmetros para a atuação de dispositivos de espionagem por governos e por empresas privadas que fornecem seus serviços para as autoridades.

A ação demanda que a NSO seja responsabilizada por que ela alega ser a vigilância mirando usuários da fabricante do iPhone. E pede que a NSO pare, em definitivo, de usar qualquer software, serviços ou aplicativos da empresa.

Na prática, isso tornaria a família de produtos Pegasus inútil, já que o principal serviço que a NSO oferece a seus clientes é ter acesso ao iPhone ou smartphone Android de alvos específicos.

Desde que a NSO foi fundada, em 2010, seus executivos afirmam vender serviços de espionagem para governos que atuam dentro da lei, mas várias denúncias de jornalistas e pesquisadores mostraram, nos últimos anos, que o Pegasus tem sido usado para espionar a imprensa, ativistas e dissidentes.

A Apple afirmou que o objetivo da ação é alertar não só a NSO como todos os fornecedores de softwares de espionagem: “Se vocês usarem seu software contra inocentes, pesquisadores, dissidentes, ativistas ou jornalistas, a Apple não dará trégua”, afirmou Ivan Krstic, chefe de Engenharia e Arquitetura de Segurança na Apple.

A NSO, por sua vez, argumenta que “salvou milhares de vidas” com a tecnologia usada por seus clientes. “Pedófilos e terroristas podem operar livremente em ambientes tecnológicos sem controle, e nós fornecemos as ferramentas para lutar contra isso”.

Embargo

A empresa israelense sofreu um duro revés este ano, quando o governo do presidente americano Joe Biden colocou a NSO e a Candiru, outra firma de segurança de Israel, numa lista de empresas que não podem ser usadas por empresas ou organizações dos Estados Unidos.

Na ocasião, a administração Biden alegou que as empresas forneceram serviços para governos que espionaram os telefones de jornalistas, ativistas de direitos humanos e dissidentes.

O governo de Israel, que aprova todas as vendas da NSO para governos estrangeiros e vê na empresa um ativo de diplomacia e política externa, tem pressionado as autoridades dos Estados Unidos a removerem o embargo da NSO.

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