Quarta-feira, 01 de abril de 2026

Artemis II: Nasa gasta cerca de US$ 100 bilhões em nova missão para ir à Lua

Após mais de 50 anos sem enviar humanos à Lua, a Nasa aposta no programa Artemis para realizar novamente o feito histórico. O projeto que lança o foguete nesta quarta-feira (1), deve ultrapassar a marca de US$ 93 bilhões de investimentos (cerca de R$ 465 bilhões).

A estimativa consta no relatório do Office Of Inspector General da Nasa, em uma auditoria realizada em 2021, que reúne gastos desde 2012 e expectativas para o final de 2025.

Esse valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), a cápsula Orion e a infraestrutura do lançamento. De acordo com o documento, cerca de US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020, enquanto outros US$ 53 bilhões estavam previstos entre 2021 e 2025.

No entanto, nos últimos três anos, apenas US$ 23,5 bilhões foram utilizados. Apesar da redução do valor, outro orçamento da agência, realizado para 2026, indica a continuidade dos altos investimentos.

No pedido orçamentário proposto para a Casa Branca, sede do poder executivo dos Estados Unidos, a agência prevê somente neste ano, cerca de US$ 8,3 bilhões para a área de exploração relacionada a Lua e Marte, o que faz parte das iniciativas continuadas da Artemis.

O valor total do programa pode ficar ainda maior, visto que a última missão — a Artemis IV — está prevista para acontecer até 2030.

Artemis ultrapassa valor das missões Apollo? Entenda

Entre 1969 e 1972, a Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) levou 12 pessoas à Lua como parte do projeto nomeado como Apollo.

Segundo um artigo publicado pela “Space Next 50”, a agência gastou aproximadamente 20 bilhões de dólares durante o programa — este valor seria corrigido atualmente para US$ 150 a 170 bilhões. Com o alto valor para a época, cortes orçamentários do Congresso aceleraram o fim do programa lunar em 1972.

Apesar de o custo atual do programa Artemis ser cerca de cinco vezes maior que o das missões anteriores em valores nominais, quando corrigido pela inflação, ele ainda fica abaixo do investimento realizado no programa Apollo.

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