Quarta-feira, 08 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de julho de 2026
As companhias aéreas brasileiras registraram lucro líquido consolidado de R$ 4,3 bilhões em 2025, segundo o Anuário do Transporte Aéreo 2025 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). No período, a participação dos gastos com combustível, fator de maior peso nos custos das empresas, teve redução de 30,6% para 29,4%, enquanto a participação com seguro, arrendamento e manutenção de aeronaves subiu de 18,8% para 21,2%.
Segundo o relatório, a tarifa doméstica média das passagens caiu 3,3% em 2025 em relação ao ano anterior, em termos reais. O Yield Doméstico Médio, indicador que mede o valor cobrado por quilômetro voado, também recuou 4,9% no período.
Entre as companhias que operam voos domésticos no Brasil, a Latam teve a maior participação de mercado em 2025, com 39 milhões de passageiros transportados, o equivalente a 38,6% do total. Em seguida aparece a Gol, que reverteu a queda observada em 2024 e respondeu por 31,4% do mercado, com 31,8 milhões de passageiros.
Em terceiro lugar ficou a Azul, com 30,2 milhões de passageiros e participação de 30,2% no mercado doméstico. Apesar do crescimento de 3,2% no número de passageiros transportados, a companhia reduziu em 2,5% a quantidade de voos realizados.
As três principais empresas ampliaram o número de passageiros transportados em 2025. A Gol registrou o maior crescimento, com alta de 13% na movimentação de passageiros domésticos e de 11% no número de voos. A Latam elevou em 11,5% o volume de passageiros e em 9,1% suas operações domésticas.
No total, o mercado doméstico brasileiro transportou 101 milhões de passageiros em 2025, alta de 8,4% em relação a 2024 e a primeira vez que o setor ultrapassou a marca de 100 milhões de passageiros em um único ano. O índice de aproveitamento das aeronaves atingiu 83,6%, o maior patamar da série histórica da agência.
Passagem aérea
Nesta semana, a Anac divulgou que o preço médio das passagens aéreas domésticas comercializadas no Brasil atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, alta de 11,2% em relação a maio de 2025. Mesmo com as medidas do governo federal na tentativa de frear o impacto da alta do preço de petróleo no setor, o custo do QAV (querosene de aviação) teve alta de 68,5% no período e elevou as tarifas.
Os dados de tarifas aéreas domésticas são enviados mensalmente pelas empresas aéreas à Anac e divulgados depois de processo de validação técnica.
As informações consideram a data de venda do bilhete e correspondem exclusivamente ao valor do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, com atualização monetária pelo IPCA. (Com informações da CNN Brasil)