Terça-feira, 24 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de março de 2026
A Polícia Federal prendeu em flagrante quatro suspeitos de lavagem de dinheiro após um deles sacar mais de R$ 2,7 milhões em espécie em uma agência bancária de Recife. Entre os detidos está Fernando José Palma Sampaio, que até então atuava como assessor do deputado Vinicius Carvalho (PL-SP).
Os outros três presos foram identificados como Luiz Henrique de Albuquerque Bueno, Tiago Galve dos Santos e Tales Mariano Carvalho da Silva. Todos já foram colocados em liberdade provisória. O caso tramita na Justiça Federal sob sigilo, e novas audiências devem ocorrer nos próximos dias.
“Entendo que não deveriam sequer ter sido presos. Afinal, a imputação de lavagem de dinheiro depende minimamente da comprovação de crime anterior”, afirmou o advogado Ulisses Narcizo, que representa os quatro suspeitos.
O defensor acrescenta que os valores têm origem lícita, decorrentes de “operação regularmente realizada em âmbito empresarial, de cunho eminentemente privado”.
O grupo foi detido logo após o saque. Segundo a Polícia Federal, um dos investigados foi ao banco retirar o dinheiro e o entregaria aos demais, que chegaram à capital pernambucana pouco antes da prisão em um jato particular. “Os presos foram conduzidos à Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante. As investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros ilícitos”, informou a corporação em nota.
Após a repercussão do caso, o deputado Vinicius Carvalho anunciou a exoneração de Sampaio do cargo de assessor. Em nota divulgada pelo advogado Antônio Belarmino Júnior, o parlamentar afirmou que, em depoimento, Sampaio declarou que ele não tinha conhecimento da viagem ao Recife. O Ministério Público Federal também não teria identificado indícios que relacionem o deputado ao caso.
“Conforme consta do próprio termo de declarações prestado pelo assessor, restou expressamente consignado que o parlamentar não tinha conhecimento dos deslocamentos, tampouco de quaisquer condutas investigadas, inexistindo qualquer relação entre o deputado e os eventos sob apuração. No mesmo sentido, a manifestação do Ministério Público Federal reconhece que não há elementos que indiquem envolvimento do parlamentar”, diz a nota.
Carvalho publicou um vídeo nas redes sociais em que reafirma não haver relação entre ele e o episódio.
Nota do deputado
“O deputado federal Vinicius de Carvalho recebeu com surpresa a notícia envolvendo a prisão de um de seus assessores e repudia, de forma categórica, qualquer vinculação ao seu nome.
Conforme consta do próprio termo de declarações prestado pelo assessor, restou expressamente consignado que o parlamentar não tinha conhecimento dos deslocamentos, tampouco de quaisquer condutas investigadas, inexistindo qualquer relação entre o deputado e os eventos sob apuração. No mesmo sentido, a manifestação do Ministério Público Federal reconhece que não há elementos que indiquem envolvimento do parlamentar.
Com mais de 20 anos de vida pública, o deputado Vinicius de Carvalho construiu trajetória pautada na legalidade, na transparência e no compromisso com a coisa pública, não recaindo sobre sua atuação qualquer mácula.
Diante dos fatos, foi determinada a imediata exoneração do assessor, como medida de cautela e respeito às instituições, reforçando o compromisso com a ética e a responsabilidade administrativa. O parlamentar permanece à inteira disposição para a busca da verdade e colaboração com a Justiça.”
(Com O Globo)