Segunda-feira, 09 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de março de 2026
Os bombardeios israelenses no Líbano mataram 394 pessoas em uma semana, incluindo 83 crianças e 42 mulheres, anunciou nesse domingo (8), o ministro da Saúde, Rakan Rakan Naseredin, em uma entrevista coletiva.
O balanço anterior, divulgado na véspera, era de 294 mortos desde que o Líbano foi arrastado para a guerra regional por um ataque do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah contra Israel, na segunda-feira passada.
Depois do ataque conjunto ao Irã, dos EUA e de Israel, o exército israelense estendeu os ataques ao sul do Líbano, à capital Beirute e a instalações de armazenamento de petróleo em Teerã, na capital do país persa.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, condenou o ataque de drone, aparentemente, lançado a partir do território libanês atingindo uma aérea britânica na costa sul de Chipre.
“Eu pedi aos nossos amigos cipriotas que não confundam o Estado libanês com aqueles que agem fora de sua autoridade e estrutura legal”, disse Rajji, um firme opositor do Hezbollah, referindo-se a uma decisão do governo libanês que ordenou às agências de segurança que reprimissem grupos não estatais que realizam ataques.
Enquanto Beirute se apressa para fazer reparações, o presidente francês Emmanuel Macron visitará a nação insular da União Europeia nesta segunda-feira (9). O ataque coloca o Líbano em uma situação delicada, já que Macron está liderando o único esforço diplomático para tentar interromper o conflito no País, que além das mortes, já convive com o deslocamento de centenas de milhares de habitantes.
Dez mortos
Ao menos quatro pessoas morreram neste domingo (8) depois de um ataque israelense a um hotel no centro de Beirute, capital do Líbano, informou a agência Reuters.
As forças armadas israelenses afirmaram que os alvos eram comandantes da Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, que estariam operando a partir do Líbano.
“Os comandantes da unidade do Líbano da Força Quds operavam para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis, enquanto simultaneamente atuavam para a Guarda Revolucionária Islâmica no Irã”, disse o exército israelense.
O ministério da Saúde do Líbano afirmou que outras dez pessoas ficaram feriadas no ataque.
O hotel abrigava pessoas deslocadas que fugiam da guerra no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute, informou a Reuters. Segundo a agência, algumas foram vistas deixando o prédio por medo de novos ataques aéreos.
Na última terça-feira (3), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que o Exército “tomará o controle” de novas posições no Líbano, após iniciar, na segunda-feira, uma campanha de bombardeios contra o movimento pró-iraniano Hezbollah.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos o Exército israelense a avançar e tomar o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, para impedir ataques contra as localidades israelenses de fronteira”, afirmou o ministro em um comunicado.