Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
A produção e o refino de petróleo da estatal venezuelana PDVSA seguiam normais neste sábado, 3, sem danos de ataques dos Estados Unidos, de acordo com avaliações iniciais dadas por fontes, após o presidente americano, Donald Trump, anunciar ataques de “grande escala” e que o Nicolás Maduro e sua esposa foram “capturados” e retirados do país.
Os ataques ocorreram nas primeiras horas deste sábado em Caracas e arredores. Autoridades venezuelanas também relataram ataques a alvos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Pouco antes das 2h da manhã, horário local, as primeiras explosões foram ouvidas sobre Caracas, juntamente com o som de aeronaves sobrevoando a capital, segundo relatos do New York Times. Bombardeios aéreos foram relatados em Fuerte Tiuna, a principal base militar de Caracas, localizada ao sul da cidade, que ficou completamente sem energia. Ataques também ocorreram no Quartel de la Montaña e na Aérea de La Carlota.
Em comunicado, o governo da Venezuela instou os cidadãos a se levantarem contra o ataque e afirmou que Washington corre o risco de afundar a América Latina no caos com um ato “extremamente grave” de “agressão militar”. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, disse o regime.
O planejamento militar ocorre em meio à crescente mobilização militar americana na América Latina e ao aumento das expectativas de uma possível ampliação das operações na região, em atos considerados “execuções extrajudiciais” pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Os incidentes geraram alarme entre alguns juristas e legisladores democratas, que denunciaram os casos como violações do direito internacional. Em contrapartida, Trump argumentou que os EUA já estão envolvidos em uma guerra com grupos narcoterroristas da Venezuela, o que torna os ataques legítimos. Autoridades afirmaram ainda que disparos letais são necessários porque ações tradicionais para prender envolvidos em uma guerra com grupos narcoterroristas da Venezuela, o que torna os ataques legítimos.
Dados das Nações Unidas enfraquecem o discurso de caça às drogas. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 indica que o fentanil — principal responsável pelas overdoses nos EUA — tem origem no México, e não na Venezuela, que praticamente não participa da produção ou do contrabando do opioide para o país. O documento também aponta que as drogas mais usadas pelos americanos não têm origem na Venezuela, a cocaína, por exemplo, é consumida por cerca de 2% da população e vem majoritariamente de Colômbia, Bolívia e Peru. Com informações da Revista Veja.