Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de março de 2026
Nos dias que antecedem ao domingo (5) de Páscoa, o Mercado Público de Porto Alegre (Centro Histórico) atende ao público com faixas de horário diferenciadas. O expediente até a quarta-feira (1º) é ampliado, das 7h30min às 20h, ao passo que na quinta-feira o fechamento se dará às 21h. Na Sexta-feira Santa as bancas estarão abertas até as 13h (ou 17h, no caso dos restaurantes), ao passo que no sábado não haverá alteração no sistema habitutal (7h30min às 18h).
O mais antigo centro de compras desse tipo no Brasil (quase 157 anos) abriga mais de 100 bancas. Dentre a sua grande variedade de mercadorias, também são oferecidas nessa época uma série de artigos relacionados à data temática, incluindo itens para quem pretende fazer o seu próprio ovo de chocolate.
Além disso, as opções abrangem a ampla e tradicional oferta de pescados, bebidas, frutas, carnes, produtos naturais, artigos para chimarrão e itens religiosos. Em suas dependências funcionam, ainda, 27 restaurantes, duas cafeterias e três sorveterias.
“Entendemos que em épocas como a Páscoa temos o momento ideal para estender os horários de funcionamento, a fim de oportunizar que mais clientes possam ser atendidos, e também para impulsionar as vendas”, destaca o presidente da Associação dos Mercadeiros, Jéferson Sauer.
História de resistência
Projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann (o mesmo do Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre), o prédio em estilo neoclássico passou por uma série de transformações ao longo das décadas. Também resistiu a uma série de problemas.
Na lista estão quatro grandes incêndios (1912, 1976, 1979 e 2013) e duas megaenchentes (1941 e 2024). Isso, sem contar um plano da prefeitura, em 1971, prevendo a demolição do imóvel para dar lugar a um estacionamento – absurdo que não se concretizou graças à mobilização popular e de setores da imprensa.
Um dos ”cartões postais” da capital gaúcha, o local recebe diariamente cerca de 100 mil pessoas. Seus corredores e demais espaços abrigam mais de 100 estabelecimentos (e 1,2 mil trabalhadores) que oferecem os mais variados itens.
Na lista estão peixes, carnes nobres, frutas, verduras, ervas, especiarias, grãos, alimentos orgânicos, bebidas, além de artesanato, artigos religiosos e decorativos. Também é lugar de concorridos restaurantes, cafés, lancherias e outros estabelecimentos gastronômicos. Outra atividade são as feiras regulares (pescados, discos de vinil, gibis etc).
No dia 24 de setembro de 2019, após a Assembleia Legislativa aprovar por unanimidade um projeto de lei de autoria do deputado estadual Luiz Marenco (PDT), o local foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. O parlamentar frisou, naquela ocasião, que a iniciativa teve por finalidade “proteger o local contra planos de privatização”.
(Marcello Campos)