Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de fevereiro de 2026
Em manifestação na tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (25), a deputada estadual Silvana Covatti (PP) defendeu a tese de que o avanço dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul não se deve à falta de leis, e sim a falhas na execução das políticas públicas de proteção à mulher. Ela também frisou que o número de vítimas – 20 desde o início do ano – não pode ser tratado como mera estatística.
“São histórias que não podem ser lembradas apenas enquanto duram as manchetes”, discursou. “É necessário fortalecer o monitoramento de medidas protetivas, garantir resposta rápida ao descumprimento e integrar melhor os órgãos de segurança e assistência social.”
Silvana mencionou ações oficiais capazes de reverter ou ao menos atenuar a ocorrência desse tipo de crime contra a vida: investir em monitoramento eletrônico, responder prontamente ao descumprimento de decisões judiciais, por exemplo. Também citou a integração entre forças de segurança, Poder Judiciário e serviços de assistência social.
Dizendo-se “com o coração apertado”, a parlamentar também chamou atenção para a necessidade de enfrentamento das causas estruturais da violência de gênero: “O feminicídio não acontece de uma hora para outra. Trata-se de um crime cometido no ápice de um ciclo que começa muito antes”.
A formação de valores e a educação para relações saudáveis foram outros aspectos por ela definidos como essenciais: “Amor não é posse, ciúme não é cuidado e respeito não é favor. É necessário o envolvimento das famílias, das escolas e dos homens.
Ao final, reforçou que a solução do problema envolve responsabilidades que são coletivas: “Quem respeita, protege. E proteger mulheres é um dever urgente de toda a sociedade”.
(Marcello Campos)