Segunda-feira, 06 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de abril de 2026
Aquele “filete” de azeite na sua salada, na hora do almoço, ou na pizza, no fim de semana, está fazendo mais por você do que só dar um gostinho a mais para sua refeição. Estudos mostram que o azeite de oliva, principalmente o extravirgem, possui diversos benefícios para a saúde.
O azeite de oliva possui o que ficou conhecido como “gorduras boas”, principalmente os ácidos graxos monoinsaturados e, dentro deles, ácido oleico.
Ele é reconhecido por sua capacidade de controlar o aumento do LDL, o colesterol “ruim” — responsável pelo entupimento de veias e artérias, mudando o efluxo de colesterol, reduzindo os níveis de LDL circulante, ao mesmo tempo que aumenta os níveis do HDL, o colesterol “bom”.
Além disso, o alto teor de gorduras monoinsaturadas, aponta estudo da Universidade Rei Abdulaziz, da Arábia Saudita, provoca melhora na utilização da glicose e o aumento da sensibilidade à insulina. Aliado a isso, o azeite ajuda a promover perfis lipídicos mais saudáveis em indivíduos com distúrbios metabólicos.
Benefícios do azeite de oliva para o cérebro
O azeite de oliva é rico em polifenóis — um tipo de composto bioativo naturalmente encontrado em alimentos vegetais — como o oleocantal, a oleuropeína e o hidroxitirosol, que exercem efeitos protetores no sistema nervoso, por meio de ação antioxidante e anti-inflamatória.
Ele é responsável, principalmente, por ser um aliado na redução da neuroinflamação e controle de metabólitos neurotóxicos — associados à redução de atividade locomotora, por exemplo.
O hidroxitirosol, especificamente, melhora a função mitocondrial no cérebro, o que é fundamental para prevenir e retardar doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.
O consumo de azeite de oliva ajuda a estabilizar o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), que é o centro da resposta ao estresse no organismo. Estudos com ratos feitos na Universidade de Taipei, em Taiwan, mostraram que o alimento impediu o aumento da corticosterona, o hormônio do estresse em roedores.
O eixo intestino-cérebro, um dos mai importantes para a saúde mental, também é positivamente afetado pelo azeite de oliva: ele promove o aumento de bactérias como Akkermansia e Lactobacillus, responsáveis pela regulação do humor.
O azeite é bom para o fígado?
Nesse caso, a resposta é sim! Componentes como a oleaceína e a oleuropeína têm a capacidade de melhorar a esteatose hepática, a famosa “gordura no fígado”; no caso do segundo, o polifenol auxilia na melhora de biomarcadores de disfunção hepática, ajudando a restaurar o equilíbrio funcional do fígado.
O ácido oleico, por outro lado, é benéfico ao ativar receptores presentes no órgão que estimulam a oxidação de ácidos graxos, reduzindo os níveis de lipídios no fígado.
Como consumir azeite de oliva para a saúde?
Primeiramente, prefira, sempre, utilizar o azeite de oliva extravirgem, visto que seu método de extração preserva os principais e mais benéficos compostos fenólicos e vitaminas. Segundo, evite o aquecimento excessivo: o calor intenso reduz a concentração das substâncias responsáveis pelos benefícios à saúde.
Quanto de azeite comer por dia
Estudos indicam que a ingestão de 10ml — ou uma colher de sopa — de azeite de oliva extravirgem está associado a uma redução de 10% na incidência de doenças cardiovasculares.
Já estudos clínicos apontam que o consumo de 40ml por dia — cerca de três colheres de sopa — inserido em uma dieta do tipo Mediterrânea, promoveu melhorias significativas na composição da microbiota intestinal, na redução de marcadores inflamatórios e na diminuição de danos oxidativos no DNA em adultos. Com informações do portal Extra.