Quinta-feira, 19 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de março de 2026
A partir de segunda-feira (23), o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) inicia a substituição dos contêineres da Coleta Seletiva no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.
Os atuais equipamentos de plástico, na cor verde, darão lugar a 90 contêineres metálicos, mais resistentes, no modelo com tampa fixa e abertura no formato boca de lobo. A troca começa às 8h30 na rua João Alfredo, na esquina com a avenida Loureiro da Silva, e deve ser concluída no prazo de uma semana.
A iniciativa é uma resposta direta aos recorrentes episódios de queima registrados na região. Desde a instalação dos novos contêineres para resíduos recicláveis em Porto Alegre, em março de 2025, por volta de 140 unidades foram incendiadas. A listagem completa com os endereços pode ser acessada clicando aqui.
A Cidade Baixa, que integra a área-teste da nova modalidade da Coleta Seletiva, foi o bairro mais afetado, concentrando 53% das ocorrências, com 73 coletores verdes vandalizados. Cada equipamento danificado tem o custo de aproximadamente R$ 12,8 mil.
Considerando despesas com limpeza e substituição, o valor chega a R$ 20 mil, totalizando um prejuízo de mais de R$ 2,7 milhões na Capital. Enquanto a Cidade Baixa recebe os novos modelos metálicos, o projeto-piloto com contêineres verdes de plástico para recicláveis segue em andamento em parte dos bairros Centro Histórico, Menino Deus e Praia de Belas.
24 horas
Com a substituição, o serviço de descarte de materiais recicláveis será mantido 24 horas por dia para os moradores da região. Os novos modelos metálicos serão devidamente identificados com adesivos verdes e terão abertura do tipo boca de lobo, projetada para receber plásticos, papéis secos, vidros e metais.
Já a entrega para resíduos orgânicos e rejeito permanece inalterada, devendo ser feita pelos contêineres com adesivo laranja, que possuem tampa móvel e acionamento por pedal. Nestes equipamentos, devem ser depositados restos de alimentos, sobras têxteis, itens de higiene e resíduos de vegetação, por exemplo.
A operação é executada pelo Consórcio Porto Alegre Ambiental, formado pelas empresas ConeSul Soluções Ambientais e RN Freitas, vencedor da concorrência pública. O investimento no contrato é de R$ 84,5 milhões por dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Para o recolhimento dos recicláveis na localidade, um caminhão realizará o serviço, em dias alternados. Já os resíduos orgânicos e rejeito serão coletados diariamente por outro veículo, no turno do dia.
Educação ambiental
Além da coleta, o contrato contempla uma equipe exclusiva de educação ambiental, composta por quatro auxiliares, que atua em apoio às ações de sensibilização do DMLU. Uma equipe de resposta rápida, formada por quatro motociclistas, é responsável por pequenas manutenções nos contêineres e pela limpeza no entorno dos equipamentos, em um raio de até dois metros.
O diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, reforça que os atos de vandalismo prejudicam diretamente a população e geram custos adicionais ao serviço:
“O DMLU está investindo para melhorar a coleta de resíduos na cidade e, consequentemente, toda a limpeza urbana. No entanto, o sucesso também depende da participação ativa de todos. Percebemos que as pessoas têm utilizado o novo sistema, mas ainda é necessário que a população evolua na separação correta dos resíduos em casa para aderir plenamente ao sistema. Nossos índices apontam que não houve mudança significativa nas médias de recolhimento, e cada ataque ao mobiliário público compromete a operação. Assim, para pensarmos na expansão dessa modalidade de recolhimento para outras regiões da cidade, precisamos evoluir ainda mais”, destaca.
Área atendida
A região contemplada pela substituição dos contêineres verdes abrange as ruas delimitadas pelas avenidas Venâncio Aires, Aureliano de Figueiredo Pinto, Praia de Belas, Borges de Medeiros, Loureiro da Silva e João Pessoa. As avenidas Venâncio Aires, Borges de Medeiros e Loureiro da Silva atuam apenas como limites da área e não são atendidas pelo serviço. Já a João Pessoa (lado ímpar) e a Aureliano de Figueiredo Pinto (lado par) são contempladas parcialmente.